segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Candidatura à Câmara Municipal de Estarreja - Autárquicas 2017



Socialistas escolheram Catarina Rodrigues!

Catarina Rodrigues é a escolhida pela Comissão Política Concelhia de Estarreja para encabeçar a lista do Partido Socialista à Câmara Municipal de Estarreja.
Após um período de reflexão interna, o processo de seleção dos candidatos terminou no passado dia 30 de janeiro, com a eleição por unanimidade da candidata.

Catarina Rodrigues nasceu em dezembro de 1969,  é licenciada em ensino de Educação Física e mestre em Gestão Pública e Ciências da Educação. Atualmente frequenta o programa doutoral em Educação na Universidade de Aveiro.

Com larga experiência em funções públicas, Catarina Rodrigues inicia a sua carreira profissional em funções docentes no 1.º Ciclo do Ensino Básico em 1993 e até 1998, ano em que  assume funções de coordenação na Delegação Regional do  Instituto Português da Juventude (IPJ) em Aveiro.

Em 2003 retoma funções docentes no Agrupamento de Escolas da Murtosa, onde exerce, em simultâneo, o cargo de Presidente da Assembleia de Escola.

Em 2005 é nomeada Delegada Regional do IPJ de Aveiro e, em 2007, Diretora Regional do Instituto do Desporto de Portugal, com âmbito de intervenção em 77 municípios.

Em 2012 assume funções no Agrupamento de Escolas de Estarreja, onde atualmente desempenha o cargo de Coordenadora Pedagógica do 1.º Ciclo do Ensino Básico.

O seu percurso político inicia-se no final da década de 80, quando se torna militante do Partido Socialista (PS), assume a liderança da Juventude Socialista e se torna um dos mais novos membros da Assembleia Municipal de Estarreja. Desde então, destaca-se pela participação ativa nas estruturas dirigentes do PS e como vereadora na Câmara Municipal de Estarreja (entre 2005 e 2017). Atualmente preside à comissão política concelhia do PS em Estarreja.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Mário Soares

Portugal perdeu hoje o pai da Liberdade e da Democracia, a personalidade e o rosto que os portugueses mais identificam com o regime nascido a 25 de Abril de 1974, “O dia inicial inteiro e limpo/ Onde emergimos da noite e do silêncio”, de que falava a sua amiga Sophia e pelo qual tanto se bateu Mário Soares ao longo de toda a sua vida. Combate que o moveu até ao fim.

Com o seu desaparecimento, o Partido Socialista acaba de sofrer a maior das perdas imagináveis, a sua maior referência, o fundador e militante nº1, figura maior e indelével do socialismo democrático português e europeu, Mário Alberto Nobre Lopes Soares. O nosso muito querido camarada Mário Soares.

Este é um momento de profunda dor para todos os socialistas, que sabemos partilhada por tantos e tantos portugueses, que reconhecem em Mário Soares uma figura maior da nossa Democracia.

Sobre todos e sobre cada um dos socialistas portugueses fica a imensa responsabilidade de saber estar permanentemente à altura do legado deste gigante do socialismo democrático, da Democracia e da Liberdade. Mário Soares continuará a ser uma referência incontornável, um exemplo e um motivo de orgulho para todos nós. É sentidamente que o dizemos, num momento tão difícil como este: Mário Soares estará connosco para sempre.



Antes e depois do 25 de Abril, na resistência à ditadura e a todas as tentativas totalitárias, e até ao fim da sua vida, Mário Soares foi sempre um incansável combatente pela Liberdade e pela Democracia em Portugal, a sua voz mais reconhecível e reconhecida dentro e fora do nosso país, como ficou demonstrado em variadíssimas ocasiões.

Histórico líder do Partido Socialista, ainda que a proibição de sair do país imposta pela ditadura não lhe tenha permitido estar presente no ato fundador na Alemanha, em 1973, Soares (que delegou o seu voto em Maria Barroso, sua mulher) foi sempre a figura referencial do Partido, tendo sido seu secretário-geral até 1985, quando decide candidatar-se à Presidência da República, o zénite da sua intervenção política iniciada ainda na década de 40 do século passado.

Das candidaturas presidenciais de Norton de Matos e Humberto Delgado, onde foi figura ativa, à defesa de presos políticos nos tristemente célebres tribunais plenários e nas mais diversas modalidades da oposição democrática, Soares foi sempre um adversário temido e temível pelo salazarismo e marcelismo, o que lhe custou a prisão, a deportação para São Tomé e, mais tarde, o exílio em França, entre 1970 e Abril de 1974. Logo depois do 25 de Abril, embarcou no primeiro comboio com destino a Lisboa, que ficou conhecido como o Comboio da Liberdade, que chegou à capital portuguesa no dia 28 de Abril, sendo um dos primeiros exilados políticos a regressar a Portugal, na sequência da conquista da Liberdade.


Ministro dos Negócios Estrangeiros do I Governo Provisório, Mário Soares protagonizou ao longo do período revolucionário que se seguiu ao 25 de Abril várias batalhas contra todas as tentativas totalitárias, constituindo-se, novamente, no maior garante da Democracia recém- adquirida, peça essencial no seu reconhecimento internacional.

Levou o Partido Socialista a grandes vitórias nas eleições para a Assembleia Constituinte e, depois da aprovação da Constituição, em Abril, nas primeiras eleições legislativas, em 1976. Mário Soares viria a ser o primeiro-ministro dos dois primeiros Governos constitucionais e voltaria a sê-lo no IX Governo, entre 1983 e 1985.

É a Mário Soares que se deve também a afirmação da vocação europeia de Portugal. Foi dele o impulso para o pedido de adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia, formalizado em 1977, e viria a ser ele a assinar a adesão na manhã do dia 12 de Julho de 1985, numa cerimónia no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

Em 1986, na sequência de uma memorável campanha eleitoral, para a qual partiu com sondagens que a davam como uma tarefa impossível, foi eleito Presidente da República, o primeiro civil a ser eleito depois do 25 de Abril. Depois das mais disputadas eleições presidenciais da nossa democracia, disputadas debaixo de um clima político de grande antagonismo, Mário Soares anunciaria na própria noite da vitória a extinção da maioria que o elegeu, fazendo dos seus dois mandatos um exercício correspondente ao lema que enunciou na tomada de posse: “Servir Portugal, unir os portugueses”. A sua atuação presidencial valeu-lhe os mais altos índices de popularidade e reconhecimento. O seu exercício do cargo, a leitura que fez dos poderes presidenciais e daquilo que designou como “magistratura de influência”, marcaria de forma irreversível a forma como os portugueses passaram a olhar para a Presidência da República.


Mas se muitos pensavam que com o final do seu segundo mandato presidencial terminaria a sua carreira política, esse facto viria a ser desmentido pela natureza indomável de puro “animal político” que sempre o caracterizou. Em 1999, voltaria a ganhar umas eleições, como cabeça de lista do PS às eleições europeias desse ano, tendo exercido o seu mandato como deputado europeu. Em 2005, com 80 anos, Mário Soares voltaria a ser candidato à Presidência da República, não tendo conseguido a eleição. Mas continuou a manter uma permanente atenção e reflexão sobre a política portuguesa e mundial, traduzida em tomadas de posição e em várias ações, que lhe valeram ainda em 2013 ser considerado pela Associação da Imprensa Estrangeira radicada no nosso país a personalidade do ano em Portugal.

Mário Soares é uma figura ímpar e inesquecível da História de Portugal, um combatente pela conquista da Liberdade e pela consolidação da Democracia.

À sua família, em particular aos seus filhos João e Isabel e aos seus netos, e a todos os seus muitos amigos e camaradas, o Partido Socialista apresenta os mais sentidos votos de pesar, neste momento tão difícil que todos partilhamos.

“E livres habitamos a substância do tempo”.

Até sempre, Mário Soares.

Lisboa, 7 de janeiro de 2017

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Na defesa do serviço de urgências no Hospital Visconde de Salreu - HVS

 

Partido Socialista de Estarreja ao lado da Câmara Municipal!
Na passada sexta-feira, dia 30 de setembro, na reunião da Assembleia Municipal os elementos do Partido Socialista intervieram para expressarem o seu agrado pelo posicionamento do Sr. Presidente da Câmara em relação ao serviço de urgências do HVS. Nessa reunião quiseram lembrar a responsabilidade máxima do presidente da câmara no desenrolar deste assunto, à semelhança do que aconteceu em S. João da Madeira.

O Partido Socialista de Estarreja está assim solidário com todas as diligências que possam ser tomadas na defesa do HVS, face à importância que este hospital tem para a comunidade estarrejense, assinalando que estará ao lado do presidente da câmara para o apoiar mas também para lhe pedir contas.

O Partido Socialista de Estarreja sempre se posicionou contra o desmantelamento dos serviços do Hospital Visconde de Salreu (HVS) e, nomeadamente em setembro de 2006, contra o encerramento do Serviço de Urgências. Recorde-se que em 2007, durante um governo socialista, foi assinado um protocolo que previa a requalificação do HVS. Na base esteve um documento de trabalho elaborado pelo PS Estarreja e discutido nesta Assembleia Municipal. Ainda que existisse quem defendesse a construção do hospital Ria Norte para servir os concelhos de Ovar, Estarreja e Murtosa, é pelo trabalho da então deputada do PS Marisa Macedo que se propõe a construção de um novo hospital em Estarreja, o que foi anunciado pelo governo em 2009. Depois de muitas trapalhadas do anterior executivo municipal, do qual o Sr. Presidente fazia já parte, eis que muda o governo (2011) e deixa cair o projeto do novo hospital. Ainda nesse ano, no mês de dezembro, o PS Estarreja apresenta na Assembleia Municipal uma moção solicitando o máximo envolvimento e empenho do executivo municipal, no sentido de tentar reverter a situação do hospital. Exigia-se a manutenção das valências que existiam e que estavam previstas exigia-se que o governo honrasse o compromisso com vista à construção do novo hospital - uma vez que a coligação que governava o país era a mesma coligação que governava os destinos do nosso concelho. Nessa assembleia a coligação PSD/CDS-PP votou contra a moção.

Depois de um percurso conturbado, a história do funcionamento do HVS – que até chegou ao grau de excelência no serviço de cirurgia de ambulatório (abril de 2013) – ganha um outro sentido. Na privacidade da CIRA é apresentado um Plano Estratégico que coloca definitivamente em causa a sobrevivência do HVS, evocando a necessidade de existir racionalização financeira. Durante 2013, o PS Estarreja pede duas reuniões ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, sem que tivesse sido atendido qualquer dos pedidos.

Em plena campanha eleitoral, o atual Presidente da Câmara entrega um plano para o HVS (sem que ninguém tivesse dele conhecimento) e em 2014 o HVS passa a estar reduzido à consulta externa, apenas em algumas (poucas) valências. É por esta altura que a coligação PSD/CDS-PP elogia a vinda da Unidade de Cuidados Paliativos para Estarreja, conformando-se com este triste fado. Ainda em 2014, o PS vai-se insurgindo contra tanta passividade local por parte do Sr. Presidente e em outubro desse ano propõe na Assembleia Municipal a aprovação de uma moção conjunta a favor do HVS. Em 2015 o assunto volta a esta Assembleia Municipal e praticamente tudo fica na mesma.

Pesem embora os factos apresentados, o PS de Estarreja vê com muito agrado o atual posicionamento do Sr. Presidente da Câmara que, em comunicado oficial, informou a população de que solicitou uma audiência ao governo para reivindicar a reabertura do Serviço de Urgências do Hospital Visconde de Salreu.

Assim, considerando tudo o que o Partido Socialista tem vindo a defender, não podemos deixar de estar solidários com todas as diligências que possam ser tomadas no sentido de reabrir o Serviço de Urgências do HVS. Estaremos ao lado do presidente da câmara para o apoiar mas também para lhe pedir contas, face à importância que este assunto tem para a comunidade estarrejense.