segunda-feira, 7 de abril de 2014

Presidente da Comissão Política do PS Estarreja acompanhou António José Seguro na visita ao Hospital Infante do Pedro e na reunião com direção do Centro Hospital do Baixo Vouga


FERNANDO MENDONÇA ENTREGOU DOSSIER COM AS PREOCUPAÇÕES SOBRE O HOSPITAL VISCONDE DE SALREU A ANTÓNIO JOSÉ SEGURO
E questionou directamente o Presidente do Conselho de Administração do CHBV
Fernando Mendonça, Presidente da Comissão Política do PS Estarreja, participou esta manhã na visita que o Secretário-Geral do Partido Socialista, António José Seguro, efetuou ao Hospital Infante D. Pedro, em Aveiro. Na visita esteve incluída ainda uma reunião com o Conselho de Administração do Centro Hospital do Baixo Vouga, do qual o Hospital Visconde de Salreu também faz parte.
Fernando Mendonça aproveitou a ocasião para entregar a António José Seguro um dossier sobre o Hospital Visconde de Salreu, no qual estão referidos os acontecimentos ocorridos no hospital nos últimos tempos, bem como a demonstração das preocupações e das posições que a Comissão Politica do PS Estarreja tem tomado e vindo a dar conta junto da Câmara Municipal e da população acerca desse assunto. Desde logo, a não concordância com o encerramento da cirurgia de ambulatório durante 4 dias da semana e com o funcionamento da consulta aberta apenas entre as 20 e as 24 horas no centro de saúde de Estarreja. (Recorde-se que a consulta aberta funcionava no hospital entre as 8 e as 24 horas)
O líder do PS Estarreja, para além da conversa com o Secretário-Geral do PS, acompanhou a visita ao Hospital e participou, igualmente, na reunião que António José Seguro teve com o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga.
Na ocasião, foi anunciado que o Plano Estratégico elaborado pela direção do CHBV não foi, até agora, homologado pelo governo e está, por isso, a sofrer uma reformulação, prevendo-se a sua entregue à tutela no dia 17 de Abril.
Nesse documento está previsto que o Hospital Visconde de Salreu será vocacionado apenas para os cuidados paliativos e para a pequena cirurgia, facto que conduzirá à extinção de serviços do hospital de Estarreja e à sua desvalorização.

Fernando Mendonça, nessa reunião, questionou diretamente o Presidente da Direção do Centro Hospitalar sobre o serviço de cirurgia de ambulatório, tendo este respondido que o serviço será para continuar a funcionar, não se comprometendo a referir em que moldes. Registe-se que, pela primeira vez, o Conselho de Administração, pela voz do seu presidente, disse o que está previsto para a cirurgia de ambulatório. Na mesma altura e questionado sobre o motivo pelo qual a que foi considerada a melhor cirurgia de ambulatório do país foi transferida para Águeda, o presidente do Conselho de Administração afirmou que, precisamente por ser o melhor, entenderam que a aplicação desse modelo deveria ser transferido para um local que abrangesse um maior número de utentes.
Fernando Mendonça manifesta a sua “total perplexidade e repúdio” perante tal justificação, que mais não é do que “uma traição a todos os profissionais que, de forma competente e empenhada, construíram este serviço no Hospital de Estarreja, elevando-o a um nível de excelência, no pressuposto que seria para valorizar o hospital e mantê-lo vivo.”
O presidente da Comissão Política de Estarreja considerou, ainda, que esta justificação é “mais uma desculpa para desmantelar o que está bem no Sistema Nacional de Saúde, para que as pessoas sejam obrigadas a recorrer a seguros privados, que tanto lucro dão a certos grupos económicos”
“Se as pessoas continuarem a votar neste Governo e nesta Coligação PSD/CDS-PP que governa o país e o concelho de Estarreja, não poderão esperar outra coisa se não o que está a acontecer”, alertou ainda Fernando Mendonça.
Recorde-se que Estarreja passou de uma situação em que iria ter um Hospital novo, construído de raiz, já protocolado pelo então Governo do PS, para uma situação de desvalorização do atual hospital, com o desmantelamento de serviços e deslocalização de pessoal para Aveiro, perante a inépcia e incapacidade de reação da Câmara Municipal de Estarreja.


(Na foto, Fernando Mendonça entrega dossier a António José Seguro, na presença dos deputados da AR Filipe Neto Brandão e Sérgio Sousa Pinto, bem como Óscar Gaspar, ex-Secretário de Estado da Saúde e Álvaro Beleza, porta-voz do PS para as questões da saúde)

terça-feira, 25 de março de 2014

Governo PSD/CDS começa a desmantelar o Tribunal de Estarreja

É com profunda preocupação que o PS Estarreja assiste à aprovação do novo Mapa Judiciário por parte do atual Governo PSD/CDS.

Em Estarreja vão ser retiradas competências territoriais ao Juízo de Família e Menores. É o primeiro passo para, pouco a pouco, irem esvaziando os serviços prestados pelo tribunal. Temos receio que seja o abrir a porta para, futuramente, ser possível o seu encerramento, tal como está a acontecer ao Hospital Visconde de Salreu.

O PS Estarreja acompanha as preocupações manifestadas pela Ordem dos Advogados de Estarreja, nomeadamente quanto ao facto de, durante o Governo do PS, Estarreja ter passado a pertencer a uma das três comarcas piloto criadas no país: a Comarca do Baixo Vouga. A intenção do Governo do PS era avaliar essas três comarcas após a sua entrada em funcionamento, de forma a permitir a correção do que estivesse menos bem, para estender o modelo ao resto do país. Se o actual Governo tivesse avaliado o que está a acontecer, o mais provável é que concluísse que o que está a funcionar mal são os Juízos de Execução de Ovar e de Águeda, que manifestamente são conseguem prover às necessidades de uma área territorial significativa. Logo, o que seria necessário era criar mais Juízos de Execução na Comarca do Baixo Vouga, de forma a permitir uma justiça mais célere.

O PS Estarreja defende que um Juízo de Execução poderia ser criado em Estarreja, aumentando a nossa oferta e valorizando o nosso tribunal, facilitando assim o acesso à justiça por parte dos cidadãos, tanto mais que temos acessos privilegiados relativamente a toda a Comarca do Baixo Vouga.

Claro que para defender esta posição (e outras) é preciso uma intervenção política local forte, coisa que não existe com o actual poder camarário, tal como noutras questões, a limitar-se a dizer que está preocupado.

Preocupados estamos todos. Ao presidente da Câmara exige-se bem mais do que a sua preocupação. Um Presidente foi eleito para agir e não apenas para estar preocupado.

Clarifique-se que, em Estarreja, funciona o Juízo Criminal, o Juízo de Média e Pequena Instância Cível e o Juízo de Família e Menores. No Juízo de Família e Menores são apreciadas as ações de Estarreja, Murtosa, Ovar, Sever do Vouga e Albergaria-a-Velha. o Governo PSD/CDS vai retirar as ações de Família e Menores de Sever do Vouga e Albergaria a Velha do nosso tribunal, que sofre assim, uma perda de importância significativa a nível da Comarca do Baixo Vouga.

Hospital Visconde de Salreu vai sendo esvaziado lentamente pelo governo PSD/CDS, perante a inércia da Câmara de Estarreja do PSD/CDS.


Desde há uma semana, a Consulta Aberta deixou de funcionar no hospital. Já só resta um dia de Cirurgia de Ambulatório em Estarreja.
Parece clara a intenção do Governo de deixar morrer o hospital aos poucos, retirando-lhe valências.
O Presidente da Câmara, que foi eleito para liderar, não toma posição sobre coisa alguma e limita-se a responder que "está preocupado e a insistir"...

Os vereadores do PS, na última reunião camarária, colocaram as seguintes questões:

A consulta aberta do hospital de Estarreja fechou na passada 2ª feira, funcionando agora no Centro de Saúde.
Não obstante termos consciência de que este não era um serviço na dependência da gestão do hospital e de sabermos que o serviço será assegurado num espaço de qualidade, a sua existência nas instalações do hospital tinha o carácter simbólico forte e transmitia alguma segurança à população que sempre ali viu uma continuidade do extinto serviço de urgências.
O encerramento das urgências, aliás, previu um conjunto de vantagens para o Hospital de Estarreja que o atual governo decidiu não implementar. Pior do que isso, não avançou para a construção do Hospital novo já protocolado e em relação ao atual decidiu acabar com varias valências, conduzindo à iminente morte do Hospital Visconde de Salreu, tal como o conhecemos.

Assim, pretendemos agora saber:

- o que é que vai acontecer àquele espaço físico do hospital?
- que contactos teve a Câmara com direção do centro hospitalar do Baixo Vouga, para saber das intenções quanto a essa e outras questões relativas ao hospital?
- que informações têm sido transmitidas pela direção do centro hospitalar ou pela tutela relativamente ao futuro do Hospital ou dos serviços de saúde em Estarreja?
- porque é que até ao momento a Câmara - sempre tão rápida a responder pelos jornais e nas redes sociais às tomadas de posição do PS- não deu qualquer explicação ou satisfação à população relativamente à transferência da Consulta Aberta?