terça-feira, 16 de abril de 2013

Estragos ocasionados pelo mau tempo no Baixo-Vouga estão a permitir a entrada de água salgada e a colocar em risco os terrenos agrícolas para os próximos anos



FERNANDO MENDONÇA PROPÔS QUE A CÂMARA DE ESTARREJA ASSUMA DE IMEDIATO A REPARAÇÃO PROVISÓRIA NOS ROMBOS DO CAMINHO DE CONTENÇÃO

Na sequência dos estragos provocados pelo mau tempo dos últimos dias, que provocaram rombos no caminho de contenção do Baixo Vouga Lagunar por onde está a entrar água salgada para os terrenos agrícolas, na freguesia de Canelas, Fernando Mendonça apresentou na sessão de Câmara de hoje uma proposta para que a Câmara tome a seu cargo, no imediato, a realização das obras de reparação provisória dos rombos.
O candidato à Câmara de Estarreja pelo Partido Socialista, que no passado domingo de manhã visitou a zona afetada na companhia de agricultores locais, apelou a que a Câmara «compreendesse a urgência da situação» e propôs que «nos termos legalmente previstos para as situações de emergência», tomasse a seu cargo a realização das obras de reparação provisória dos rombos, contratando desde já «um operador de máquinas especializado»,indicando mesmo para o efeito um empreiteiro de Canelas, «pela sua experiência na resolução de uma situação anterior no mesmo local», justificou.

Fernando Mendonça diferenciou esta proposta de quaisquer outros trabalhos definitivos ou projectos a longo prazo que existam para o local. «O que interessa é, neste momento e com toda a urgência, evitar a entrada de água salgada nos terrenos agrícolas», referiu.

O candidato à Câmara alertou ainda para o facto de «a entrada de água salgada nesses terrenos, como foi dito de viva voz e de forma dramática pelos agricultores, não só destrói as culturas e flora atualmente existentes, como coloca em causa por um período que pode atingir os 20 anos, a produção de quaisquer bens agrícolas, devido à permanência da salinidade».

Recorde-se que ainda recentemente o Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (MAMAOT), emitiu uma nota em que dizia que Equipas do Ministério estavam «a acompanhar no terreno a situação nos campos do Baixo Vouga» e que está «trabalhar para uma solução definitiva». Mas não esclarece se o «acompanhamento no terreno» da situação, visa proceder à reparação dos rombos que estão a permitir a passagem da água salgada para os campos agrícolas. E é «isso é que verdadeiramente está em causa neste momento», lembrou Fernando Mendonça. «Está em causa o ecossistema e o próprio Bioria».

O Candidato à Câmara de Estarreja pelo PS, na proposta que também foi subscrita pela outra vereadora socialista, Catarina Rodrigues, propôs ainda que a câmara, depois de assumir o encargo financeiro pela execução dos trabalhos, «reclame da parte do governo o reembolso desse pagamento».

Durante a discussão que se gerou na sequência da apresentação da proposta ficou patente que, até hoje, a Câmara de Estarreja se tem limitado a dar conhecimento ao Governo do que se está a passar e que deve ser este a resolver o problema.

No entender de Fernando Mendonça a questão «é muito séria» e o que é preciso já «é uma solução, ainda que provisória, resolva o problema de imediato e evite maiores danos»

Posição do PS sobre o PDM - Plano Diretor Municipal de Estarreja



A Comissão Política do Partido Socialista de Estarreja, sita na Rua Manuel Lopes Rodrigues, freguesia de Beduído, concelho de Estarreja, no âmbito do período de discussão pública da revisão do Plano Diretor Municipal de Estarreja (PDM), vem apresentar as suas observações e sugestões sobre o documento, nos seguintes termos:
1º Assinalar o facto dos projectos estruturantes preconizados pelo Partido Socialista para Estarreja não serem, no geral, colocados em causa por esta revisão do PDM.
2º Lamentar o tempo e as circunstâncias que ditaram o processo de revisão do PDM de Estarreja. Na realidade, a revisão do PDM de 1993 decorreu entre 1996 e 2000 (ainda no mandato de Vladimiro Silva) e foi suspensa devido à alteração e consequentes indefinições do traçado do IC1 em Estarreja, tendo sido retomada em 2005.
O PS não compreende muito bem como é que um processo prioritário para o concelho se arrasta desde 2005. Este período de tempo teve efeitos prejudiciais na gestão dos interesses territoriais do município, com reflexos negativos no seu desenvolvimento e na satisfação dos interesses dos munícipes.
3º Apesar de ter durado anos a concluir, não podemos deixar de assinalar negativamente o facto de grande parte dos dados constantes nos cadernos do relatório do plano estarem desatualizados, nomeadamente os dados demográficos, os dados relativos à caracterização da habitação, os dados da caracterização socioeconómica, os dados caracterizadores do tecido empresarial, entre outros. Estes dados reportam-se, quase sempre, ao ano de 2001.

Apesar de compreendermos a dificuldade de, num trabalho desta envergadura, se estabelecer um limite temporal para os dados disponíveis, não podemos aceitar que a perspectiva de futuro para o município e a estratégia de trabalho que está subjacente a estes relatórios, estejam feitos com base em dados, na sua maior parte, de 2001, quando já estamos em 2013 e já há novos dados de 2011 que, ainda por cima, desmentem a tendência de crescimento de 2001.
As projeções demográficas contidas no relatório, que apontam para uma evolução da população a partir de 2001 – tal como vinha acontecendo até aí desde que há registos em Portugal – são totalmente desmentidas pelos censos de 2011, que demonstram uma diminuição na população de Estarreja, na ordem dos 4,2% (1183 pessoas a menos). Este fator tem implicações importantes nas políticas preconizadas para o município, porque o relatório parte de pressupostos errados, desmentidos pela própria realidade que hoje conhecemos.
É inaceitável que haja no documento projeções, por exemplo, para 2009 quando estamos em 2013!
Assim, sugere-se que sejam atualizados os dados com a informação mais recente, ou seja, a de 2011, e sejam revistas as previsões e observações que têm como base dados desatualizados, por uma questão de maior credibilidade do próprio documento.
4º Propomos que seja analisada e considerada a possibilidade de se prever outros espaços para a instalação de Industrias, nomeadamente a norte do concelho (Avanca e Pardilhó) e Sul do concelho, capazes de darem resposta às necessidades futuras e, também, suscetiveis de darem continuidade e poderem aproveitar a dinâmica de zonas industriais já existentes nos territórios limítrofes dos concelhos vizinhos de Oliveira de Azeméis e Albergaria-a-Velha.


Estarreja 15 de Abril de 2013
A Comissão Política do PS Estarreja

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Jovens Tertúlias Estarrejenses - "CARNAVAL DE ESTARREJA:PRESENTE e o FUTURO"



Caras e Caros Estarrejenses,

A Juventude Socialista de Estarreja vai promover durante os meses de Abril e Maio o "Jovens Tertúlias Estarrejenses" com vista a lançar o debate sobre certas temáticas importantes no nosso concelho. A Economia Local e o Emprego, o Empreendedorismo Jovem e o Carnaval de Estarreja serão os temas abordados neste conjunto de iniciativas, que visam atrair Estarrejenses de todos os quadrantes sociais e partidários para que possam dar as suas sugestões e debater aquelas que são as grandes dificuldades que se sentem em Estarreja dentro destas áreas.
 


No próximo dia 12 de Abril, sexta-feira, pelas 21h30, no pavilhão Multiusos de Estarreja dar-se-á início á primeira Tertúlia, que vai incluir o tema "CARNAVAL DE ESTARREJA:PRESENTE e o FUTURO", pelo que a JS convida a todos os Estarrenses e foliões a virem debater a nossa maior festa Estarrejense.

Vem debater a tua Terra!
Melhores cumprimentos,

JS Estarreja