quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Jantar de apresentação da candidatura de Fernando Mendonça à Câmara Municipal de Estarreja - 2 de Março


No próximo dia 2 de Março, sábado, pelas 20 horas, vai decorrer o jantar de apresentação da candidatura de Fernando Mendonça à Câmara Municipal de Estarreja.

Será na Banda Visconde de Salreu e custará 10 euros.


É muito importante reunir o maior número de pessoas que acreditem que é possível um Futuro Feliz para Estarreja.


Por isso, lhe dirigimos este convite. Inscreva-se. Vamos gostar muito de contar com a sua presença.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Em Quatro Anos a Câmara Conseguiu Matar um Fungo na Casa Museu. HÁ QUE RECONHECÊ-LO!


Como é habitual, e não obstante o Partido Socialista ter deixado a presidência da Câmara há já 12 anos (há três mandatos autárquicos!), a atual Câmara, liderada desde então pela coligação PSD/CDS-PP, continua a disfarçar os seus insucessos, fracassos e frustrações, com comparações com gestão do PS que decorreu entre 1994 e 2001.





Mesmo que o PS não tivesse feito rigorosamente nada quando esteve na Câmara – o que não é definitivamente o caso e existem provas concludentes, que poderão ser recordadas, da obra então realizada – o atual poder camarário teria tido tempo, nestes doze anos, de ter mostrado muito mais do que andar a desculpar-se eternamente com o passado longínquo.

Mas insiste. E como diz a expressão popular: «uma mentira muitas vezes repetida pode tornar-se verdade»,é importante trazer à luz algumas lembranças sob pena da falsidade passar a vigorar na memória das pessoas mais distraídas ou de distorcer a própria história perante os mais jovens.

Desta vez foi sobre o trabalho realizado na Casa Museu Egas Moniz, em Avanca, e sobre a promoção do nome de Egas Moniz. Disse o Presidente da Câmara, a respeito de ter sido criticado pelas sucessivas e pomposas reinaugurações, que esta Câmara fez mais pela Casa Museu nestes seus mandatos (doze anos, recorde-se!) do que o PS nos oitos anos em que foi poder.

Da nossa parte preferiríamos e acreditamos vivamente que o que Estarreja necessita é de olhar para futuro. Precisamos, sobretudo, de propostas mobilizadoras, de ideias e projetos de desenvolvimento para Estarreja e é isso que nos motiva e faz trabalhar a nossa candidatura autárquica: o futuro de Estarreja e dos estarrejenses.

Mas não podemos deixar em claro este tipo de expressões falsas e demagógicas, ditas assim levianamente e sem factos que as sustentem, por parte do ainda presidente da Câmara.

E por isso apresentamos o rol de algumas intervenções e ações realizadas pelo Partido Socialista, na Casa Museu e sobre Egas Moniz, entre 1994 e 2001, os oito anos em que foi poder em Estarreja e quando o Vereador da Cultura era o atual candidato à Presidência da Câmara, Fernando. Ficam os factos, para memória futura, eventuais comparações e, sobretudo, para reflexão.

E o que aqui fazemos sobre a Casa Museu Egas Moniz, estamos prontos a fazê-lo em qualquer outro setor de atividade.


Algumas intervenções e ações realizadas na Casa Museu e sobre Egas Moniz, durante os oito anos em que o Partido Socialista liderou a Câmara municipal de Estarreja:

- Classificação do imóvel pelo IPPAAR como imóvel de interesse nacional.

- Organização do Ciclo de Conferências Egas Moniz em Estarreja (que teve as participações, entre outros, de: Júlio Machado Vaz, António Castro Caldas, António Rocha e Melo, Macieira Coelho, Jaime Milheiros…)

- Organização de diversas exposições sobre Egas Moniz

- Comemoração dos 120 anos do nascimento de Egas Moniz

- Celebração do cinquentenário do Prémio Nobel, com a presença do Presidente da República, Bastonário da Ordem dos Médicos, Reitores das Universidades de Cimbra, Lisboa, Porto e Aveiro e personalidades como João Lobo Antunes, António Castro Caldas, entre outros.

- Protocolo com o Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra que resultou em dois livros de tiragem nacional

- Edição pelo Círculo de Leitores da‘fotobiografia de Egas Moniz’

- Edição do livro “Egas Moniz em Livre exame”

- Protocolo de colaboração com o Visionarium - Exposição evocativa de Egas Moniz no Visionarium, projeção da obra de Egas Moniz.

- Acordo com a delegação distrital do Porto da Ordem dos Médicos –Exposição de Egas Moniz na Casa do Médico, no Porto.

- Acordo com a Fundação de Serralves – Ciclo de conferências/homenagem a Egas Moniz no Porto

- Protocolo com o Ministério da Ciência - reedição de todas as obras de Egas Moniz e digitalização do espólio documental

- Edição do livro, o “Perfil Político de Egas Moniz”, de António Macieira Coelho.

- Acordo com os Correio de Portugal - Edição de selos e postais alusivos a Egas Moniz

- Obras gerais de remodelação da Casa

- Desmatação da Quinta do Marinheiro e limpeza do lago e recuperação de jardins

- Arrelvamento do prado e instalação do sistema de rega automática

- Aquisição de novos expositores

- Aquisição do desenho de Egas Moniz, da autoria de Júlio Pomar, que é hoje uma das referências da Casa.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Quando Falta o que Inaugurar, Inventam-se Inaugurações


A coligação PSD/CDS que governa a Câmara de Estarreja, à falta de obras para inaugurar, já reinaugurou com pompa e circunstância a Casa Museu Egas Moniz por duas vezes: em 2009 e, agora, em 2013!



Ontem, tivemos mais um exemplo disso mesmo, com mais uma festa de reabertura feita com pompa e circunstância, com direito a figurar no programa de comemorações de elevação de Estarreja a cidade.

Em julho de 2009, já tinha havido outra cerimónia de reabertura. Dessa vez integrada nas comemorações dos 60 anos do Prémio Nobel (inclusivamente, com a presença da Ministra da Saúde da altura, Drª Ana Jorge).

Ou seja, a Câmara, volta e meia, decide fazer reaberturas da casa museu, depois de longos períodos em que nada acontece, como foi o caso desta vez.

Além disso, depois de cada reinauguração, constatamos que tudo está, basicamente, como sempre esteve.

O PS não tem nada contra as reaberturas. O que se assinala é que elas, de forma propagandística e anunciadas como grandes acontecimentos, mais não servem do que para camuflar o tempo que o museu esteve encerrado. O PS nada tem contra o facto de se realizarem trabalhos de recuperação do imóvel (antes da reabertura de 2009 gastaram-se perto de 250 mil euros e agora gastaram-se mais 155 mil...).

O que o PS lamenta são os factos que se constatam aquando da realização de cerimónias destas:

- Por um lado, o ridículo de se fazerem reaberturas com todo o folclore associado, como se de grandes acontecimentos se tratassem, quando o mais lógico era a Câmara humildemente assumir um pedido de desculpas perante a população pelos anos em que a Casa Museu esteve fechada;

- Por outro, o tempo de encerramento do imóvel. Foram vários anos perdidos de promoção da Casa Museu e de todo o potencial promocional associado ao nome de Egas Moniz e ao seu legado. Os problemas encontrados não podem servir de justificação para o tempo que se perdeu.

- Por último, a constatação da ausência de um modelo de desenvolvimento cultural e científico do município, que englobe a estrutura física da casa museu e dos espaços envolventes e o próprio nome de Egas Moniz enquanto uma das grandes figuras portuguesas do século XX.

A falta de uma ideia ou de um projeto global para aquele espaço, têm resultado no total desaproveitamento de uma legado que poderia ser decisivo na dinamização socio-cultural e científica do município e, especialmente, de Avanca. Na falta disso, a Câmara faz intervenções desgarradas e vai anunciando, ao longo do tempo, intenções que nunca chega a concretizar (o Presidente da Câmara anunciava em 2009 a Casa Museu como polo do Museu Nacional da Saúde…).

Mais do que festas de reaberturas sem qualquer sentido, o que o Casa Museu e o município precisam é de bom senso, menos propaganda e, sobretudo, de ideias concretas e obras capazes de guindar Estarreja, as suas freguesias e as suas gentes para o desenvolvimento e progresso que todos desejamos.