terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A Coligação PSD/CDS levou à reunião de câmara da passada 5ª feira, a proposta de transferência à DESTAC no valor de 7.500 €.

A proposta apresentada não vinha acompanhada de informação sobre a cabimentação orçamental (ou seja, não existe informação dos técnicos camarários que diga se há, ou não, verba no orçamento para o efeito) e, por outro lado, também não há qualquer informação sobre a conformidade do valor da proposta com as regras da Lei dos Compromissos.

Ambos estes requisitos estão previstos na lei e, não os cumprir, é ilegal.

Os vereadores do PS não estão na disposição de, pelo menos conscientemente, violar a lei. Os vereadores do Partido Socialista votaram contra a proposta pelo facto da proposta carecer de fundamento legal.

Nem sequer se discutiu o mérito da DESTAC, nem a sua utilidade.

Os vereadores da Coligação PSD/CDS votaram todos a favor e, assim, vão ser entregues mais 7.500€ à DESTAC, cujo principal rosto é Hilário Matos, ex-líder da JSD, que, apesar de pertencer aos quadros da Câmara Municipal, tem um papel preponderante na liderança da Destac.

Recorde-se que a DESTAC – Associação para o Desenvolvimento do Centro Urbano de Estarreja”,constituída pela Câmara e pela SEMA, tem por objectivo “a gestão, inovação e modernização do Centro Urbano de Estarreja visando a requalificação daquela zona e o desenvolvimento de gestão unitária e integrada de serviços de interesse comum”.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Entrevista de Fernando Mendonça ao Diário de Aveiro



Fernando Mendonça volta a ser o candidato socialista após a derrota em 2009, reconhecendo que num concelho “conservador” como Estarreja não é fácil derrotar os partidos à direita
Jornalista: 
Rui Cunha
Volta a assumir-se como candidato à Câmara de Estarreja. Por que acha que falhou há três anos?

Continuo a achar que tínhamos a melhor proposta e que tinha sido melhor para Estarreja que nós tivéssemos vencido as últimas eleições autárquicas - e isso expressa-se no facto de concorrer outra vez. Mas há um aspecto fundamental em Estarreja: é uma terra historicamente conservadora e que vota tendencialmente no PSD, partido que nos últimos anos tem tido a vantagem numérica de ter o CDS coligado. Essa junção da direita foi fatal para a candidatura há quatro anos, como foi fatal para o PS perder a Câmara em 2001. Recordo que em 2001 o PS bateu o seu recorde de votos em Estarreja, numas eleições em que perdeu para a coligação. A coligação revela-se muito forte.

Não é indiferente para o PS, portanto, que a coligação se repita ou não?
Preferia que concorressem separados. Aliás, acho contra-natura que dois partidos que têm uma natureza e uma génese absolutamente diferentes se coliguem apenas por uma questão de conveniência. É um pouco desvirtuar as opções democráticas que o povo deve ter à sua disposição. Mas essas são questões deles. A nós cabe concorrer com as nossas ideias e propostas.

PSD e CDS coligados são imbatíveis num concelho conservador como Estarreja?

Penso que não são imbatíveis, mas é muito difícil vencer as eleições. Podemos ganhar, apesar de o concelho ser conservador e nalguns aspectos mal informado, conformado e pouco crítico. Após 12 anos de governação PSD/CDS, Estarreja tem neste momento muito pouco para oferecer às pessoas. Os últimos censos mostram que o concelho perdeu muita população, perdeu empresas… O desemprego aumento exponencialmente… É sinal que alguma coisa falhou e não podemos culpar apenas a conjuntura económica nacional e internacional. Ao contrário de Estarreja, alguns municípios vizinhos, como Albergaria, Ovar ou a Murtosa, cresceram em população e noutros indicadores. Alguma coisa falhou, o que é um dado indesmentível.


Ler entrevista completa em pdf, aqui.