quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Campanha eleitoral disfarçada de solidariedade



Os pais dos alunos da Escola Básica Padre Donaciano de Abreu Freire receberam um papel a convidar os alunos para levarem géneros alimentares e/ou brinquedos para um cabaz, a ser distribuído pela Câmara Municipal, pelas famílias carenciadas do concelho de Estarreja.

Consideramos este pedido da Câmara, feito através de uma escola, aparentemente tão solidário, absolutamente lamentável.


Lamentável, porque se aproveita das boas intenções das pessoas para ajudar os outros nesta altura de Natal, com o objetivo de doarem bens, para colocar o novo candidato à Câmara a distribui-los pelas supostas famílias mais carenciadas, para o dar a conhecer à população. Ou seja, é apenas uma manobra de campanha eleitoral, disfarçada de boa acção natalícia.


É lamentável, porque se a Câmara se preocupasse com o bem estar das famílias carenciadas, pagava o que deve às instituições de solidariedade social que, durante todo o ano - e não só no Natal -, tratam diretamente com essas famílias. O subsídio do ano passado não está pago e, relativamente a 2012, apesar de estarmos em Dezembro, nem sequer se sabe se será atribuído.

É lamentável, porque quem tem o conhecimento "no terreno" sobre as famílias carenciadas são as instituições particulares de solidariedade social; e tais famílias nem sempre são as que o poder autárquico pensa, porque a câmara não dispõe sequer do seu levantamento.



O que deveria ser feito era distribuir os bens levados pelas crianças pelas instituições, para que estas os distribuíssem pelas famílias, de facto, carenciadas.
Num quadro de eleições - e em que o candidato do PSD tenta disfarçar que é um apoiante de Passos Coelho e que é líder concelhio do partido que no governo está a arruinar a vida dos portugueses - não pode valer tudo, muito menos brincar à caridade ou aproveitar-se das crianças das escolas e dos mais desfavorecidos para fazer campanha eleitoral.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

No dia 6 de Dezembro de 2012, o PSD e o CDS vão votar a lei que permite a extinção de freguesias. O PS não concorda e votará contra.



Em Estarreja vão desaparecer as freguesias de Canelas, Fermelã e Veiros, como freguesias independentes, sem que a Coligação PSD/CDS que está na Câmara, nem os respectivos presidentes de Junta tenham mexido um dedo para o impedir.

O argumento do Governo PSD/CDS é que a extinção permitirá poupanças. Tal não é verdade, porque o orçamento das freguesias é equivalente a 0,08% das despesas globais, o que é o mesmo do que, em nossa casa, começarmos a poupar pelo papel higiénico, mantendo o resto das despesas.

Não se entende a razão de tamanha falta de luta. Chega ao ponto, do Presidente de Salreu, em entrevista ao Jornal de Estarreja, ter considerado “normal” o Governo acabar com as freguesias, incluindo a sua, o que não se veio a verificar, para sorte de Salreu, mas para ridículo do presidente da Junta.

Este Governo PSD/CDS prepara-se para acabar com as freguesias porque, segundo o governo, são umas gastadoras e para criar outra entidade, de âmbito regional, que retirará competências às câmaras e que tudo leva a crer será um novo sorvedouro de dinheiros públicos, tendo em conta os salários que irá pagar aos seus dirigentes, composto por presidentes de câmara que não se podem recandidatar nas próximas eleições.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Proposta do PS Contra Junção de Freguesias - Aprovado por Unanimidade na CM de Estarreja



A proposta de rejeição às alterações ao mapa das freguesias no município de Estarreja, apresentada pelos vereadores do Partido Socialista na Câmara Municipal de Estarreja, foi aprovada por unanimidade.
Os vereadores do PS, Fernando Mendonça e Manuel Pinho Ferreira, apresentaram o documento na Sessão de Câmara do dia 8 de Novembro, um dia depois de ter sido conhecida a “Proposta Concreta de Reorganização Administrativa” elaborada pela Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território, que prevê em Estarreja a junção das freguesias de Canelas e Fermelã e de de Beduído e Veiros.
No texto apresentado, os autarcas do PS alegam que a junção de freguesias «assenta em critérios meramente numéricos e em justificações duvidosas, desfasadas da realidade, fazendo tábua rasa do passado histórico e da realidade social e cultural do município», lembrando que «este é apenas e ainda um documento técnico, que para ter efeitos práticos necessita da aprovação por parte da Assembleia da República, estando nas mãos dos deputados a sua rejeição».