segunda-feira, 14 de novembro de 2011

CÂMARA PAGA O QUE NÃO LHE COMPETE NA MONTAGEM DA ÁRVORE DE NATAL

DEPOIS DE TER GASTO 36 MIL E 600 EUROS NUMA ESTRUTURA DE FERRO COM GAMBIARRAS NATALÍCIAS

A Câmara Municipal e a SEMA assinaram em 2007 um protocolo para a aquisição e montagem de uma árvore de Natal, uma estrutura de ferro e gambiarras decorativas, para ser montada durante a época natalícia na Praça Francisco Barbosa. O referido protocolo previa a aquisição da estrutura pela Câmara, no valor de 36 mil e 300 euros, ficando a montagem, ao longo dos 5 anos da vigência do protocolo (até 2012, portanto), a cargo da SEMA.
Na última reunião de Câmara, realizada no passado dia 10 de Novembro, surgiu um pedido da SEMA para que a Câmara assumisse o custo de 3 mil e 500 euros referente à montagem da Árvore de Natal este ano, alegando a crise económica e dificuldades financeiras.
Os Vereadores do Partido Socialista decidiram votar contra esta pretensão da SEMA, tendo feito constar na Acta da reunião uma declaração de voto na qual justificaram a sua total discordância nos seguintes termos:
- Existe um protocolo acordado e assinado para o efeito entre a Câmara e a SEMA, através do qual a SEMA assumiu os encargos da montagem anual estrutura.
Como se sabe e se exige, os acordos entre pessoas de bem, são para cumprir.
- Foi já a Câmara quem subsidiou A SEMA em 36.300 euros para aquisição da referida árvore de Natal, um valor claramente exagerado, tendo em conta que se trata de uma mera estrutura de ferro e gambiarras natalícias e que, no mínimo, deveria incluir a sua montagem por vários anos.
- Alegar-se a crise económica, sem se fornecer quaisquer documentos ou justificações devidamente fundamentadas que permitissem avaliar da real incapacidade da SEMA para cumprir o acordo, não só não nos parece razoável, como se afigura oportunista. O argumento da crise, tão em voga para justificar incumprimentos, a aceitar-se, valerá igualmente para a Câmara Municipal.
- Não nos parece moral que a Câmara, que tem reduzido apoios a colectividades e que inclusivamente lhes tem cobrado parte da despesa com transportes nas suas deslocações, alegado a necessidade de contenção financeira, deixe de lado esse argumento face à SEMA e pretenda assumir um encargo que pertence por inteiro a esta associação empresarial.
O Pedido da SEMA foi, no entanto, aprovado pela maioria PSD-CDS/PP.
O Partido Socialista não pode deixar de questionar a Câmara: havendo impossibilidade de incumprimento por parte da SEMA face a um protocolo livremente assumido, não deverá ser esta a indemnizar a autarquia?
O PS convida os estarrejenses a olharem bem para a árvore e a tentarem perceber como é que é possível que a mesma tenha custado 36.300 euros e que, para além disso, sejam gastos mais 3.500 por ano para a sua montagem.
O PS não quer acreditar que o interesse municipal esteja a ser ultrapassado por meros interesses partidários ou que sejam estes a determinar certos investimentos duvidosos e injustificados que, para além de originarem avultados gastos para o município, lesam, no fundo, todos os estarrejenses.

PS ESTARREJA
14 Novembro de 2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

REFORMA DO PODER LOCAL
Presidente da Câmara de Estarreja com posições diferentes no mesmo dia!


A Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) presidida pelo Presidente da Câmara de Ílhavo, Eng. Ribau Esteves, sendo vice-Presidente, o Presidente da Câmara de Estarreja, Dr. José Eduardo de Matos, será uma das duas regiões-piloto do país onde vai ser testado um novo modelo de competências, financiamento, gestão e transferência de recursos no âmbito da Reforma da Administração Local.

Ou seja, Estarreja vai ser uma das cobaia para os testes do Governo PSD/CDS.
Pela imprensa regional sabemos que o Presidente da Câmara de Estarreja, enquanto vice-presidente da CIRA, considera que a escolha da região de Aveiro como região piloto da reforma da Administração Local é um privilégio, pois afirma que “é o reconhecimento da fortaleza institucional e política” da região.

Porém, o Presidente da Câmara de Estarreja, enquanto eleito pelo PSD, subscreve a primeira tomada de posição do PSD de Estarreja que considera a reforma do poder local “inoportuna, infeliz e errada”.
Em que é que ficamos? Como é que a mesma pessoa, no mesmo dia, subscreve uma posição como vice-presidente da CIRA e outra como eleito em Estarreja?

Com o representante máximo de Estarreja com estas duas posições antagónicas, percebe-se que Estarreja não só vai ser cobaia, como o Governo PSD/CDS vai fazer do concelho exactamente o que quer.

Isto perante a passividade dos 4 Presidentes de Junta todos eleitos pelo PSD, que estão em risco de ficar sem freguesia, sem que tenham mexido um dedo.

Quando quem tem o poder em Estarreja opta por não encarar os problemas, por tomar posições dúbias e praticar a demagogia para enganar os mais influenciáveis da sociedade, temos de temer o pior para o concelho.

Mas isto não é nada a que já não estejamos, infelizmente, habituados.

Estarreja, 25 de Outubro de 2011
Comissão Política do PS Estarreja

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

PS ESTARREJA REÚNE COM AUTARCAS
SOBRE REFORMA DA ADMINISTRAÇÃO LOCAL

CONCELHIA DE ESTARREJA DEFENDE EXISTÊNCIA DE
CRITÉRIOS ALTERNATIVOS PARA A REORGANIZAÇÃO DAS FREGUESIAS

A Secção de Estarreja doPartido Socialista promoveu esta quinta-feira, 13 de Outubro, uma reunião comos autarcas de freguesia, membros da Assembleia Municipal e vereadores, paraapreciar e debater a proposta de reforma administrativa para a administraçãolocal apresentada pelo Governo PSD/CDS.
Do debate, que se centrou emgrande parte no objectivo de redução e extinção do número de freguesias, o PSEstarreja entende, desde logo, que o documento se apresenta, em grande parte,como um arrazoado de intenções vagas, susceptíveis de duvidosas interpretações,cuja aplicabilidade não se afigura pacífica e cuja utilidade está, em muitosdos seus aspectos, longe de estar demonstrada, como se verifica, aliás, no casodo concelho de Estarreja.

Em Estarreja, o governo propõea manutenção de Fermelã, Canelas e Avanca enquanto freguesias autónomas e impõea agregação das restantes: Beduído, Salreu, Veiros e Pardilhó, sem que seentenda a lógica.
O PS entende que os critériosconstantes na proposta do Governo são incoerentes, insensatos e desrespeitam a lógicaterritorial e social do município.
O PS defende, desde logo, adiscussão sobre a necessidade de se extinguir freguesias no concelho deEstarreja.

Em qualquer dos casos, deverãoser apontados critérios alternativos aos propostos pelo governo, que se adequemàs vicissitudes de natureza territorial, social e cultural do concelho deEstarreja.

É, igualmente, imperiosoauscultar as populações e envolvê-las em todas as fases do processo, no qual o PS e os seus autarcas se comprometem a estar atentos e actuantes.
É agora o tempo certo para ofazer, mas não se vê a Câmara de Estarreja nem as Juntas do PSD/CDS a tomaremqualquer posição sobre o assunto, pactuando, assim, com os critérios apresentadospelo Governo do PSD/CDS. Assim, perde-se um tempo, que poderá revelar-se fatalpara a defesa dos verdadeiros interesses do concelho de Estarreja.

ComissãoPolítica do PS Estarreja Estarreja,
14 de Outubro de 2011