sábado, 3 de julho de 2010

COMUNICADO


A Coligação PSD/CDS em Estarreja morre de medo dos argumentos do PS.

Essa é a única razão para, depois de controlar órgãos de comunicação social local (designadamente dando 32 mil euros à Rádio Voz da Ria nas vésperas das eleições autárquicas), a Coligação PSD/CDS ter votado contra a possibilidade de haver debate de ideias na Assembleia Municipal.
Na última Assembleia Municipal que decorreu na passada sexta-feira, 28 de Maio, discutiu-se o novo Regimento da Assembleia Municipal.

Antes dessa Assembleia, decorreram 3 reuniões da Comissão Permanente da Assembleia Municipal, onde os membros da AM que fazem parte desta Comissão, acordaram alterar o Artigo 39º, alínea 2 do Regimento, no sentido de permitir que cada grupo parlamentar pudesse dispor do tempo previamente definido da forma que melhor entendesse, tal como acontece na Assembleia da República.

Na hora da votação, os membros da Coligação votaram contra o que tinha sido acordado, incluindo aqueles que fizeram parte da mesma Comissão Permanente!

E votaram contra para permitir que o Presidente da Câmara, ou quem ele designar, seja sempre o último a falar.

Isto só se compreende porque a Coligação PSD/CDS adoptou definitivamente a mentira política como o argumento principal da sua governação. Logo, não quer que o PS os desminta.

É lamentável perceber, também, entre as pessoas que conhecemos, que a palavra dada deixou de ter qualquer significado.

A Coligação PSD/CDS vive à custa de controlar a Assembleia Municipal; controlar órgãos de informação locais e gastar avultadas quantias de dinheiro em Boletins Municipais luxuosos, porque só assim garante a divulgação do nada que é a sua actividade política.

Claro que não lhes interessa que haja debate político efectivo na Assembleia Municipal.

Claro que o que interessa é não permitir que o PS exponha os seus argumentos e defenda as suas ideias.

Têm medo, porque não têm argumentos.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Fernando Mendonça regressa à vereação


É com muita satisfação que a Comissão Política do PS Estarreja vê o Dr. Fernando Mendonça assumir em pleno as funções de Vereador.
Agradecemos ao Dr. José Eduardo Matos e à Coligação não terem aceitado o pedido de nova suspensão de mandato por 4 meses (até Setembro próximo), que tinha sido apresentado pelo Dr. Fernando Mendonça, com uma justificação que diz bem da importância que reconhecem ao nosso candidato à autarquia de Estarreja.

Lê-se na justificação que a Coligação apresenta que “...são públicas as suas participações de representação do Governo em actos do concelho de Estarreja, como também por todo o distrito, atentos os ecos continuados na comunicação social”, tendo o Dr. José Eduardo Matos referido em plena sessão de câmara que “quem tem tempo para aparecer em todo o lado, também tem tempo para vir às reuniões”.

Compreendemos que para o actual Presidente da Câmara e para a Coligação, envolvidos nas suas tricas internas e às voltas com a sua “política” de gerir a ausência de ideias para Estarreja, seja muito difícil assistir ao competente desempenho político distrital do Dr. Fernando Mendonça, enquanto representante do Governo.

Mais compreendemos a decisão do executivo camarário, quando nesse mesmo dia, o jornal a “Bola” dedicava uma página ao Dr. Fernando Mendonça, por motivos que se prendem com a sua vida pessoal.

Compreendemos que o Dr. José Eduardo que se empenha em controlar os órgãos de informação social concelhio, de forma a não darem relevância ao PS, não consiga lidar bem com o protagonismo do Dr. Fernando Mendonça em órgãos de comunicação social que não dependem da Câmara.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Declaração de voto do líder da bancada do PS
na Assembleia Municipal.


É profundamente desiludido que venho, aqui e agora ,intervir sobre uma questão que sempre pensei ter ficado absolutamente resolvida no final das várias reuniões que tivemos para discutir estes assuntos.

Com efeito nada levava a crer que houvesse problemas na discussão das alterações ao Regimento, uma vez que houve acordo entre a Coligação PSD/CDS e a Oposição representada pelo PS e pela CDE. Pela discussão efectuada tinha-se conseguido um compromisso que alterava substancialmente o modo de intervenção no Plenário tornando a Assembleia Municipal num órgão vivo, com debate político efectivo, onde todas as forças politicas poderiam realmente apresentar e defender melhor as suas ideias, já que se tornava possível a réplica, direito inestimável de contrapor argumentos e pilar indispensável a toda e qualquer discussão democrática.

Mas as forças politicas agrupam-se em Partidos Políticos e estes são constituídos por homens e mulheres que postos a pensar livremente, sem peias, sem condicionalismos de qualquer espécie e sobretudo sem tutorias partidárias, até conseguem pensar quase bem e normalmente mantêm a palavra dada. A esta forma de proceder costuma chamar-se honra e há vários exemplos na nossa história que nos mostram claramente que estes valores são por vezes difíceis de exercer mas que, mesmo assim, valerá sempre a pena lutar por eles.

Como os tempos são outros, como os valores de ontem parecem não ser os de hoje, acontecem coisas como as que estão a acontecer agora nesta Assembleia; mas como nunca fiquei calado perante as atitudes menos dignas que alguns foram tendo comigo ao longo da vida, também não é agora que vou engolir as quebras de compromissos assumidos pela Coligação PSD/CDS sem manifestar o meu repúdio pelas mesmas.

Não é de modo nenhum admissível que após várias reuniões na Comissão Permanente em que se firmaram acordos; em que durante muitas horas se foi cimentando algo capaz de minorar o panorama politico de teor obssessivo-compulsivo liderado pelo PPD/PSD neste Concelho, conseguindo-se de algum modo criar uma luz, que embora ténue, poderia permitir um pequeno alívio do garrote que impede a oposição de se poder manifestar e defender nesta Assembleia as suas propostas e outras que possam surgir de interesse para o nosso Municipio, não é admissível, dizia eu,d esfazer todo esse trabalho e apresentar nesta discussão uma proposta diferente e totalmente desenquadrada do espírito de diálogo institucional manifestado nas reuniões anteriormente realizadas.

Foi tempo perdido, dinheiro gasto aos contribuintes (pelos vistos mal gasto), tendo restado afinal o quê de todas estas reuniões? Resta-me dizer ao Sr. Presidente da assembleia que afinal, como eu previa e afirmei na última campanha eleitoral autárquica, as suas ideias de funcionamento aberto, tolerante e democrático desta casa de debate politico, esfumaram-se na primeira oportunidade que teve para demonstrar que nós estávamos enganados e que uma coisa é prometer outra é fazer.

O Sr. Presidente e o grupo da assembleia que o suporta politicamente tiveram a oportunidade de cumprir o prometido e dar um sinal de abertura democrática nesta assembleia.

Não só não o fizeram como roeram a corda ao desfazer unilateralmente os acordos conseguidos na Comissão Permanente. É incorrecto, é lamentável, é pena.

Pelo grupo do PS,
José Valente