segunda-feira, 31 de maio de 2010
Declaração de voto do líder da bancada do PS
na Assembleia Municipal.
É profundamente desiludido que venho, aqui e agora ,intervir sobre uma questão que sempre pensei ter ficado absolutamente resolvida no final das várias reuniões que tivemos para discutir estes assuntos.
Com efeito nada levava a crer que houvesse problemas na discussão das alterações ao Regimento, uma vez que houve acordo entre a Coligação PSD/CDS e a Oposição representada pelo PS e pela CDE. Pela discussão efectuada tinha-se conseguido um compromisso que alterava substancialmente o modo de intervenção no Plenário tornando a Assembleia Municipal num órgão vivo, com debate político efectivo, onde todas as forças politicas poderiam realmente apresentar e defender melhor as suas ideias, já que se tornava possível a réplica, direito inestimável de contrapor argumentos e pilar indispensável a toda e qualquer discussão democrática.
Mas as forças politicas agrupam-se em Partidos Políticos e estes são constituídos por homens e mulheres que postos a pensar livremente, sem peias, sem condicionalismos de qualquer espécie e sobretudo sem tutorias partidárias, até conseguem pensar quase bem e normalmente mantêm a palavra dada. A esta forma de proceder costuma chamar-se honra e há vários exemplos na nossa história que nos mostram claramente que estes valores são por vezes difíceis de exercer mas que, mesmo assim, valerá sempre a pena lutar por eles.
Como os tempos são outros, como os valores de ontem parecem não ser os de hoje, acontecem coisas como as que estão a acontecer agora nesta Assembleia; mas como nunca fiquei calado perante as atitudes menos dignas que alguns foram tendo comigo ao longo da vida, também não é agora que vou engolir as quebras de compromissos assumidos pela Coligação PSD/CDS sem manifestar o meu repúdio pelas mesmas.
Não é de modo nenhum admissível que após várias reuniões na Comissão Permanente em que se firmaram acordos; em que durante muitas horas se foi cimentando algo capaz de minorar o panorama politico de teor obssessivo-compulsivo liderado pelo PPD/PSD neste Concelho, conseguindo-se de algum modo criar uma luz, que embora ténue, poderia permitir um pequeno alívio do garrote que impede a oposição de se poder manifestar e defender nesta Assembleia as suas propostas e outras que possam surgir de interesse para o nosso Municipio, não é admissível, dizia eu,d esfazer todo esse trabalho e apresentar nesta discussão uma proposta diferente e totalmente desenquadrada do espírito de diálogo institucional manifestado nas reuniões anteriormente realizadas.
Foi tempo perdido, dinheiro gasto aos contribuintes (pelos vistos mal gasto), tendo restado afinal o quê de todas estas reuniões? Resta-me dizer ao Sr. Presidente da assembleia que afinal, como eu previa e afirmei na última campanha eleitoral autárquica, as suas ideias de funcionamento aberto, tolerante e democrático desta casa de debate politico, esfumaram-se na primeira oportunidade que teve para demonstrar que nós estávamos enganados e que uma coisa é prometer outra é fazer.
O Sr. Presidente e o grupo da assembleia que o suporta politicamente tiveram a oportunidade de cumprir o prometido e dar um sinal de abertura democrática nesta assembleia.
Não só não o fizeram como roeram a corda ao desfazer unilateralmente os acordos conseguidos na Comissão Permanente. É incorrecto, é lamentável, é pena.
Pelo grupo do PS,
José Valente
terça-feira, 16 de março de 2010
CONFIRMADO PELO ACTUAL GOVERNO:
NOVO HOSPITAL DE ESTARREJA SERÁ UMA REALIDADE
O Governo chefiado por José Sócrates, confirmou que vai construir um novo hospital em Estarreja.
Isto, apesar de estarmos a atravessar tempos difíceis e apesar da população de Estarreja ter votado em Manuela Ferreira Leite nas legislativas de Setembro, que afirmou que rasgaria os compromissos do Governo nesta matéria – onde se incluía o hospital novo - em caso de vitória do PSD.
Quando o PS de Estarreja avançou com a ideia de lutar pela construção do novo hospital – que a Coligação escarneceu, ao ponto de ter afirmado que até condecoravam a Presidente da Comissão Política Concelhia do PS caso tal viesse a confirmar-se –, propôs que, tendo em conta as belas características do edifício, a Santa Casa poderia celebrar um protocolo com o Estado, afim de ali instalar uma Unidade de Cuidados Continuados, já que o edifício lhe pertence e o Estado lhe paga mensalmente cerca de 7 mil euros de renda.
Todavia, caso o candidato do PS às últimas autárquicas, Fernando Mendonça, tivesse ganho as eleições, estava prevista a construção de uma lagoa em toda aquela zona de leito de cheia do Rio Antuã. Nesse enquadramento, sei que o ex-candidato Fernando Mendonça defendia a criação de condições para fazer do edifício do Hospital Visconde de Salreu, um “hotel de charme”. Mas para isso era preciso que o Fernando Mendonça tivesse ganho as eleições autárquicas, já que ideias e soluções para os problemas, nunca lhe faltaram
Reiteramos os nossos agradecimentos ao Governo e em particular ao Sr. Secretário de Estado, Óscar Gaspar, militante do PS no distrito e que acompanhou muito de perto, desde o início o início do processo, quando ainda era assessor do Primeiro-Ministro, tudo o que fizemos para que o novo hospital de Estarreja viesse a ser uma realidade.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
COMUNICADO
Sobre o que há-de ser o novo Hospital de Estarreja…
1º O PS Estarreja quer sublinhar que, finalmente, o PSD admite que o novo hospital de Estarreja é uma conquista da ex-deputada na Assembleia da República eleita pelo PS, Marisa Macedo.
2º O PS sabe que a Administração do Hospital de Aveiro é contra a construção do novo hospital em Estarreja; o PS sabe que o Dr. José Eduardo Matos defende a ligação de Estarreja a Ovar e não a Aveiro, o que pressupõe a não construção do Hospital em Estarreja; o PS lembra que os estarrejenses votaram nas legislativas, maioritariamente, na Dr. Manuela Ferreira Leite que afirmou que “rasgaria” o compromisso do Governo de construir o Hospital em Estarreja; o PSD Estarreja apoiou-a e o CDS não se demarcou dessa posição; os estarrejenses votaram nas Autárquicas, maioritariamente, na Coligação PSD/CDS que apoiou a Dr. Manuela Ferreira Leite, logo em quem não queria o Hospital em Estarreja.
3º Perante este cenário, é bom que a Coligação trabalhe mais, queixe-se menos e não perca tempo a atirar culpas para outros.
2º O PS sabe que a Administração do Hospital de Aveiro é contra a construção do novo hospital em Estarreja; o PS sabe que o Dr. José Eduardo Matos defende a ligação de Estarreja a Ovar e não a Aveiro, o que pressupõe a não construção do Hospital em Estarreja; o PS lembra que os estarrejenses votaram nas legislativas, maioritariamente, na Dr. Manuela Ferreira Leite que afirmou que “rasgaria” o compromisso do Governo de construir o Hospital em Estarreja; o PSD Estarreja apoiou-a e o CDS não se demarcou dessa posição; os estarrejenses votaram nas Autárquicas, maioritariamente, na Coligação PSD/CDS que apoiou a Dr. Manuela Ferreira Leite, logo em quem não queria o Hospital em Estarreja.
3º Perante este cenário, é bom que a Coligação trabalhe mais, queixe-se menos e não perca tempo a atirar culpas para outros.
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