quarta-feira, 13 de maio de 2009

COMUNICADO
Bocas de incêndio não funcionaram no incêndio da FLEXACO

O que é que a Câmara Municipal de Estarreja anda a fazer há 8 anos no Eco-Parque que nem água com pressão consegue garantir para situações de emergência?

Foi veiculado pelos órgãos de comunicação social com mais relevância a nível nacional que, quando os Bombeiros Voluntários de Estarreja chegaram ontem, 12 de Maio, à Flexaco para combater o incêndio que tinha deflagrado nas suas instalações, não puderam utilizar as bocas de incêndio do Eco- Parque, porque “não tinham água com a pressão necessária para combater fogos.”

O Diário de Notícias de hoje, 13 de Maio, informa que, perante este facto, a Câmara de Estarreja “abriu um inquérito”.

Primeiro ponto: As condutas de água do Eco-Parque pertencem à Câmara Municipal de Estarreja.

Segundo ponto: O Presidente da Câmara é o responsável máximo pela protecção civil em Estarreja.

Terceiro ponto: A Câmara Municipal de Estarreja, meia volta, organiza semanas de protecção civil e faz crer, com assiduidade, que se preocupa muito com o meio ambiente.

Quarto ponto: O PS, há anos, que alerta para a forma completamente errada como, na nossa perspectiva, a Câmara “arrasta” a questão do Eco-Parque, sem que se veja solução há vista e em contraste com as notícias que o seu gabinete de propaganda faz publicar com regularidade.

Conclusão: A Câmara só pode abrir um inquérito ao seu presidente, porque anda há oito anos para resolver a questão do Eco-Parque e, para além de todas as questões para as quais temos repetidamente alertado, descobrimos agora, também, que nem sequer conseguiu garantir pressão de água nas bocas de incêndio!

Ontem, ardeu a Flexaco, uma empresa legalizada situada no Eco-Parque.

E se fosse uma das outras?

O PS espera que o resultado do “inquérito” seja inequivocamente dado pelos estarrejenses nas próximas eleições autárquicas. Este Presidente, já se viu, não serve os interesses de Estarreja.


Estarreja, 13 de Maio de 2009
A Presidente da Comissão Política Concelhia do PS Estarreja
Marisa Macedo

quinta-feira, 7 de maio de 2009

DÚVIDAS QUANTO AO INVESTIMENTO DA CINCA EM ESTARREJA
Requerimento do PS Estarreja
enviado ao Presidente da Câmara

Exmº Senhor
Presidente da Câmara Municipal de Estarreja

Na Deliberação 363/2008, de 09.12.2008, da Câmara Municipal de Estarreja lê-se que, o Sr. Presidente apresentou a candidatura da CINCA – Companhia Industrial de Cerâmica, S A, à “…aquisição de uma área no Eco-Parque Empresarial de Estarreja, na ordem dos 400 mil a 450 mil m2, e destinada à instalação de actividades de Produção, Armazenagem e Comercialização de ladrilhos cerâmicos, centralizando toda a actividade neste local. O projecto prevê um número de postos de trabalho inicial da ordem dos 700 e de 1020 no final do projecto, comportando um investimento faseado …num horizonte de 15 anos e com um montante da ordem dos 300 milhões de euros.”

Ou seja, a notícia foi dada como se a CINCA estivesse a prever fechar as suas instalações espalhadas pela Mealhada, Ílhavo, Albergaria-a-Velha e Santa Maria da Feira, para abrir uma fábrica em Estarreja, onde centralizaria toda a sua actividade.

Nem vale a pena, neste momento, referirmo-nos ao facto de, no contrato promessa, ter sido acordado que o mesmo não produz os efeitos previstos na lei para este tipo de contrato (perda de sinal ou devolução do sinal em dobro, consoante a parte faltosa for o promitente comprador ou o promitente vendedor…), uma vez que nem terrenos disponíveis existem, legalizados, para a sua instalação…

Acontece que o jornal “Terras da Feira”, de 4 de Maio de 2009, transcreve declarações do Presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, Alfredo Henriques, que afirma: “A Câmara falou com a CINCA sobre este processo. O que vai nascer em Estarreja é uma plataforma logística, para servir as cinco unidades da empresa”, sublinhando “não haver previsão de despedimentos” na unidade de Fiães. O autarca deu nota que Estarreja cedia 45 hectares de terreno plano, que a Feira “não tem”. Ou seja, o Presidente de Santa Maria da Feira afirma que falou com a CINCA e o que a CINCA pretende instalar em Estarreja é um armazém.

Perante isto, e a bem dos interesses de Estarreja, o PS Estarreja requer resposta à seguinte questão:
- Dado que as notícias dadas pelos Srs Presidentes das Câmaras de Estarreja e Santa Maria da Feira são totalmente contraditórias, pretendemos saber qual dos dois está a mentir? É que é impossível ambos estarem a dizer a verdade!


Estarreja, 07 de Maio de 2009
A Presidente da Comissão Política Concelhia de Estarreja
Marisa Macedo

quarta-feira, 6 de maio de 2009

OPINIÃO
Cego é aquele que não quer ver

A construção do novo hospital para Estarreja é uma questão demasiado séria.
Representará, talvez, aquilo em que mais acredito na política. A capacidade de alguns para, no exercício de funções políticas e públicas, fazerem o melhor pela sua terra e pelo seu povo.
Não estou aqui para alimentar polémicas. Como disse anteriormente, este assunto é demasiado sério! Estou aqui para expor o que sei sobre o assunto, manifestando aquilo que penso.
Devo dizer que são objectivas as razões porque decidi escrever sobre este tema. Sou vereadora na Câmara Municipal de Estarreja, eleita pelo Partido Socialista, e nunca esperei ouvir, sobre este assunto, tanta falsidade.
Devo confessar que o Dr. José Eduardo Matos já não me consegue surpreender. A retórica utilizada na última Assembleia Municipal, é sinal claro da tentativa para ludibriar os presentes, fazendo crer que a questão do novo hospital é já uma sua questão antiga e para a qual até já comprou terrenos!
E eu pergunto, quando é que se ouviu ou viu o Sr. Presidente da Câmara defender um novo hospital para Estarreja? Que diligências tomou? Que estudos desenvolveu? Que terrenos comprou, quando comprou e para que servirão?
Há detalhes que parecerem insignificantes, mas que nesta, como em outras boas histórias, fazem toda a diferença.
Reconheço que será difícil ao Sr. Presidente aceitar o facto de ver ser construído um novo hospital em Estarreja contra a sua vontade. Deve, aliás, ser inédito no país um Presidente de Câmara receber um hospital contra a sua vontade, mas é o que está a acontecer em Estarreja!
Porém, reconheço que lhe será difícil aceitar que tenha sido o PS, através do trabalho desenvolvido pela Administração do HVS e pela concelhia de Estarreja, a conseguir demover o seu próprio governo numa decisão que agradava a muitos e que, como ainda ontem o disse o Sr. Secretário de Estado da Saúde, Dr. Francisco Ramos, estava tomada. Foi preciso muito empenho e muito mais garra para se conseguir este resultado.
Vejam-se os factos:
Em finais de Novembro de 2006, contestava-se a decisão do Governo em encerrar as urgências do Hospital Visconde de Salreu, através de um manifesto produzido pela Câmara Municipal de Estarreja que, por decisão da exclusiva responsabilidade do Dr. José Eduardo Matos, não contou com a colaboração e envolvimento dos vereadores do Partido Socialista. Tendo sido apenas dado conhecimento de um rascunho que se viria a transformar em documento final.
Posteriormente, em Julho de 2007, durante a assinatura e homologação do protocolo entre a Câmara Municipal de Estarreja e o Ministro da Saúde, ficámos a conhecer mais um discurso lamurioso do Dr. José Eduardo Matos relativamente a este assunto.
E depois? Depois, jamais nos poderemos esquecer que durante os períodos conturbados em que se faziam manifestações contra o governo, pelo fecho das urgências, andava o Sr. Presidente da Câmara de Estarreja distraído, a lamuriar-se, como sempre, “com a vela na mão” a ver por onde parariam as modas.
Mais tarde, em Julho de 2008, na sequência do protocolo que previa a transferência de 2 milhões de euros para instalar uma Unidade de Cuidados Continuados no edifício actual do Hospital do Visconde de Salreu, no âmbito da requalificação do Serviço Nacional de Saúde, vimos o Sr. Presidente colocar-se ao lado da decisão do Governo, sem sequer a questionar. O Dr. José Eduardo de Matos queria gastar 2 milhões de euros para colocar um paralelepípedo em cima do actual hospital…
Já em Setembro de 2008,o PS Estarreja avança com uma proposta de construção de um novo hospital para o concelho, com base num estudo que em finais de Agosto, princípios de Setembro de 2008, a Administração do Hospital do Visconde de Salreu deu a conhecer ao PS local a propósito da sua ampliação.
Mas só em Novembro de 2008, por ocasião do encerramento das urgências, quis o Sr. Presidente da Câmara convocar o executivo para participar numa reunião com elementos da ARS do Centro, do HVS e do Centro de Saúde de Estarreja. Objectivamente o Dr. João Pedro Pimentel, presidente da ARS do Centro, apresentou um ponto de situação relativamente ao cumprimento do protocolo assinado, tendo-se verificado um excelente nível de execução das medidas previstas. Foi articulado o ensaio do encerramento das urgências do HVS entre as 0 e as 8h, tendo o Sr. Presidente da Câmara solicitado à ARS do Centro a emissão de um comunicado explicativo da situação, para ser distribuído à população. Objectivamente o Sr. Presidente da Câmara de Estarreja, Dr. José Eduardo de Matos, quis desacreditar o PS local pela opção tomada, bem como eliminar qualquer tipo de responsabilidade que o relacionasse com o fecho das urgências em Estarreja. Assim poderia continuar de vela na mão.
Ainda me recordo do discurso do Dr. José Eduardo de Matos nessa reunião, tentando ridicularizar a posição assumida pelo PS Estarreja a favor da construção do novo hospital, centrando aí as suas críticas e dirigindo-as especificamente e naquele momento a quem aí representava o PS Estarreja no actual executivo.
Depois disto, se dúvidas houvessem sobre a posição do Dr. José Eduardo de Matos e da coligação que representa, acerca da questão do HVS, julgo que as mesmas se dissiparão pelas posições que foram assumidas publicamente e que são hoje sobejamente conhecidas, através da imprensa escrita e da própria blogosfera
E, quem ontem assistiu ao discurso do Sr. Secretário de Estado da Saúde, Dr. Francisco Ramos, por altura da tomada de posse do novo presidente do conselho de administração do HVS percebeu o papel da Câmara Municipal de Estarreja em todo este processo: a disponibilização de terrenos e nada mais.
E já agora a propósito dos terrenos, convém saber-se que estes são da CME desde a década de 80, altura em que foram comprados pela Câmara presidida pela Dª Lurdes Breu aquando da construção da Urbanização da Teixugueira.
O Presidente da Câmara não teve nada a ver com o novo Hospital.
Cego é aquele que não quer ver


Catarina Rodrigues
Vereadora da Câmara Municipal de Estarreja
Estarreja, 5 de Maio de 2009