1 - A Câmara Municipal de Estarreja anunciou a conclusão da 5ª fase das obras do Parque Eco Empresarial. Quem ler ou ouvir pode pensar que o Dr. José Eduardo Matos concluiu, finalmente, o Parque ao fim de sete anos de mandato. Mas não! A obra será dividida em várias empreitadas. A primeira delas o Presidente da Câmara dividiu-a em 5 fases. Agora anuncia a inauguração da 5º fase da primeira empreitada! Isto é que é imaginação “para fazer render o peixe”.
Mas nem esta pequena parte do Parque está totalmente concluída. Faltam os processos de expropriação, faltam os loteamentos, faltam registar terrenos, falta muita coisa… Por este andar, se o Dr. José Eduardo Matos continuar na Câmara, lá para daqui a 20 anos haverá Parque Industrial em ordem, com a empresas a poderem instalar-se, devidamente licenciadas.
Só para recordar, quando este presidente tomou posse, já o concurso público para a sua construção estava concluído, a obra adjudicada à empresa que ganhou o concurso, estando prevista a sua conclusão para Julho de 2003.
O que o Presidente fez em relação ao Parque chama-se total improdutividade, o que tem provocado anos de atraso no desenvolvimento económico e empresarial de Estarreja.
2 – O PSD de Estarreja, que não consegue resolver as questiúnculas internas, decidiu fazer um comunicado sobre o PIDDAC para Estarreja. Como tinha de arranjar um culpado para o facto de Estarreja estar em terceiro a contar do fim entre todas as câmaras do Distrito de Aveiro, resolveu dizer que a culpa é minha! Eu bem que gostava de ter projectos apresentados pelo município de Estarreja para os defender. Acontece que não existe nenhum, porque esta Câmara está totalmente desmotivada e sem ideias.
Assim, temos de constatar que se o Estado quiser investir em grandes obras em Estarreja, tem de o fazer nos seus próprios projectos, dado que projectos desta Câmara não existem!
3 – As obras do IKEA lá continuam em Paços de Ferreira. Em vez de uma, estão previstas 3 fábricas, para 1300 postos de trabalho directos e indirectos. À conta do IKEA já para lá foi um hotel, um colégio internacional, uma fábrica de cartão. Por aqui, anuncia-se que uma fábrica de congelados que vai criar 12 postos de trabalho.
Foi preciso muita incompetência para perder o IKEA.
4 – As urgências do Hospital não vão encerrar. O que vai encerrar é o serviço que era prestado entre a meia noite e as oito da manhã, tal como está previsto no Protocolo assinado entre a Câmara e o Ministério da Saúde, em Julho de 2007
5 – A Estrada de ligação entre Salreu e Albergaria-a-Velha foi inaugurada, apesar do estado em que está ser o mesmo de há 6 meses… Ou melhor, já está assim há tanto tempo que até já cresceram ervas em vários pontos pavimentados!
Mas enquanto os passeios do lado sul já ostentam ervas de grande dimensão entre as brechas do pavimento, nos do lado norte as ervas podem crescer à vontade – e crescem! – já que não há nada que as impeça, porque o sítio onde devia haver passeio continua em terra batida.
Que se saiba, a terra batida não consta, enquanto pavimento, no caderno de encargos da obra. E assim sendo, das duas uma: ou a obra não está paga e o empreiteiro não a termina – apesar de a terem inaugurado -, ou está paga e não foi terminada, sem que se saiba, então, qual a razão.
6 – Joaquim Lagoeiro, um ancião veirense de Lisboa, escritor de artigos e de livros em catadupa, resolveu atacar-me num artigo do último “Jornal de Estarreja”. Isto porque afirma ler o Boletim Municipal e, portanto, acha a terra mais bonita, além de ter visto uma alegada foto minha e correspondente entrevista, no jornal “O Aveiro”.
Não admira que veja a “terra a mexer”, por três razões: primeiro, porque é militante do Partido Comunista, e não há comunistas mais “alaranjados” do que os comunistas locais, mesmo quando emigrados para outras paragens! Depois, porque é educado e, por isso, não pode dizer mal da Câmara que lhe paga os custos de publicação dos livros. Pelo menos é grato.
Em terceiro e último, porque vê mal. É que os mesmos olhos que vêem Estarreja “cada vez mais linda” e “que mexe”, e um Governo que faz “tudo mal”, também levam o escritor Joaquim Lagoeiro a ver-me, a mim, numa foto do Jornal “O Aveiro”, onde afinal quem está é a Dra. Regina Bastos.
Quanto a “visões” está tudo dito!
Como diriam os nossos ancestrais latinos: sic transit gloria mundi.
Marisa Macedo
Presidente da Comissão Política do PS Estarreja
Novembro de 2008
terça-feira, 18 de novembro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
RECORTES DE IMPRENSADiário de Aveiro, 21-10-2008
Recorte do Jornal Diário de Aveiro de 21 de Outubro de 2008, da notícia: “Nocturno” do BCN invade Estaleiro Teatral. Durante quatro dias o BCN traz “Nocturno” à cidade de Aveiro”
No final da notícia pode ler-se:
“Agora em Santa Maria da Feira
Formado em 1995, como estrutura amadora, o Ballet Contemporâneo do Norte tem vindo a desenvolver uma extensa actividade na área da Dança Contemporânea.
Depois de vários anos a trabalhar em Estarreja, onde conseguiu criar raízes, formar públicos e “espalhar” a paixão pela dança, especialmente junto dos mais jovens, o BCN está a fazer uma residência em santa Maria da Feira, contando com o apoio do município local e da Feira Viva.
Recorde-se que esta deslocação ocorreu em Março de 2007, como resultado directo do progressivo desinteresse e desinvestimento financeiro por parte da autarquia local, levando ao estrangulamento financeiro do projecto.”
Entre peixes mortos nos esteiros, lamas depositadas nos campos, roubos de areias, assaltos e criminalidade, acidentes no Parque Químico, piadas em programas de televisão sobre o mau cheiro, excursões e cursos de defesa pessoal para velhinhos… Estarreja continua a ser notícia!
No final da notícia pode ler-se:
“Agora em Santa Maria da Feira
Formado em 1995, como estrutura amadora, o Ballet Contemporâneo do Norte tem vindo a desenvolver uma extensa actividade na área da Dança Contemporânea.
Depois de vários anos a trabalhar em Estarreja, onde conseguiu criar raízes, formar públicos e “espalhar” a paixão pela dança, especialmente junto dos mais jovens, o BCN está a fazer uma residência em santa Maria da Feira, contando com o apoio do município local e da Feira Viva.
Recorde-se que esta deslocação ocorreu em Março de 2007, como resultado directo do progressivo desinteresse e desinvestimento financeiro por parte da autarquia local, levando ao estrangulamento financeiro do projecto.”
Entre peixes mortos nos esteiros, lamas depositadas nos campos, roubos de areias, assaltos e criminalidade, acidentes no Parque Químico, piadas em programas de televisão sobre o mau cheiro, excursões e cursos de defesa pessoal para velhinhos… Estarreja continua a ser notícia!
sábado, 18 de outubro de 2008
OPINIÃOJá agora, um pouco de humor!
Depois da defunta Universidade da Terceira Idade e dos bailes com o Presidente no Santoínho, a Câmara Municipal de Estarreja – cuja imaginação não se fica por bateiras estacionadas em rotundas ou por portões à entrada da cidade – entendeu que o que os idosos de Estarreja precisavam era de um curso de defesa pessoal contra assaltantes.
A imprensa, impressionada com tal “medida de excepção”, deu a devida relevância à iniciativa que, dizem, é para “ensinar os idosos a manter a calma e a defenderem-se”!
Se a iniciativa, que mais não faz do que entreter o tempo livre dos séniores no intervalo das excursões pagas pela Câmara, se ficasse pelo mero entretenimento, até nem haveria muito a dizer. Mas o que é certo é que é publicitada como se se estivesse a preparar idosos para uma autêntica guerra de guerrilha, neste “submundo do crime” que é Estarreja.
Quem lê os títulos das notícias (como a do Diário de Notícias, do dia 12 de Outubro: “Idosos estão mais aptos a lidar com insegurança”), a esta hora, deve estar já a preparar anedotas sobre os heróicos séniores de Estarreja que espancam assaltantes até à agonia.
Quem se dispõe, no entanto, a ir mais além e se esforçar por perceber como é que um curso de 6 horas transforma idosos em autênticas máquinas de dar porrada, apercebe-se, afinal, que o curso tem uma componente psicológica muito forte…
O curso ensina os séniores a manterem-se serenos em caso de ataque, explicando “como é que se deve respirar” para manter o “cérebro irrigado”, tendo em vista “pensar com mais clareza e tomar a atitude acertada”. Depois de tudo isto, o idoso está apto a “ponderar para proteger a integridade física”.
Então, e quando é que entra o capítulo que ensina a dar mesmo porrada? Desiludam-se os entusiastas da ideia dos novos “velhinhos Rambo” de Estarreja. Ficamos a saber que primeiro se explica aos alunos que “é importante não enfrentar os agressores” e que uma das “regras a ter em conta é equacionar a possibilidade de colaborar”.
Ficamos, então, em quê? É um curso de defesa pessoal ou um curso de relações públicas?
Estranha-se muito, até porque na fotografia da reportagem do DN há uma senhora que tenta, com um letal guarda-chuva, atacar um suposto assaltante que se apresenta de salsicha em riste!
Não nos parece boa ideia convencer os pobres idosos - cujo corpo cansado da vida pedirá mais sofá do que artes marciais – que, com seis horas de treino, estarão aptos a amassar de pancada o primeiro meliante que lhes pergunte a hora, a partir das dez da noite!
Porque preocupa quando se lê que “ao fim de seis horas, divididas ao longo de vários dias, os formandos sentem-se já aptos para dar o corpo ao manifesto, caso seja necessário medir forças com algum atrevido”. E segue-se o exemplo da Dª Gracinda, de 89 anos, que com este curso terá ficado apta a correr atrás de um qualquer rapazote que lhe furte a carteira e ainda ter forças para lhe partir os dentes, à conta das técnicas de combate aprendidas!
E isto é o “desenvolvimento” em Estarreja!
Para esconder que nada de relevante se faz, inventam-se umas “notícias”, que não têm qualquer relevância prática.
Mas este tipo de notícias tem um problema desde logo. É a imagem que se transmite de Estarreja para o exterior. Não é só o ridículo da situação de termos uma câmara preocupada com a criação de uma tropa de idosos preparada para se defender de assaltos. É a de darmos a entender que Estarreja se transformou numa “meca do crime”. Para isso, basta associarmos este curso à tentativa de criação de milícias populares na Póvoa de Baixo, ainda há poucas semanas, amplamente divulgada nos noticiários da TVI, onde um dos participantes se queixava de alguém que tinha ido representar a Câmara à reunião, a quem apelidou de “palhaço”, enquanto o presidente tinha “ficado a dormir”.
A isto, podemos juntar, também, o scketch dos “Gato Fedorento”, que falaram em Estarreja em pleno horário nobre da SIC, para servir de exemplo de uma terra que “cheira mal”.
Enfim, é assim que Estarreja vai aparecendo na televisão e nos jornais.
Entretanto, por via da dúvida, se se cruzar com um idoso nas ruas de Estarreja, fuja para o passeio do outro lado! Graças à Câmara Municipal, nunca se sabe quando é que a sua avó, já um pouco esquecida, mas cheia de técnica, não o toma por um assaltante, devido a essa barba em desalinho, e não lhe rebenta, por inteiro, com a cana do nariz…
Marisa Macedo
Estarreja, 12 de Outubro de 2008
Presidente da Comissão Política do Partido Socialista de Estarreja
(Sublinho que todas as palavras e expressões entre aspas são reproduções dos seus autores, devidamente identificados nas peças jornalísticas referidas)
A imprensa, impressionada com tal “medida de excepção”, deu a devida relevância à iniciativa que, dizem, é para “ensinar os idosos a manter a calma e a defenderem-se”!
Se a iniciativa, que mais não faz do que entreter o tempo livre dos séniores no intervalo das excursões pagas pela Câmara, se ficasse pelo mero entretenimento, até nem haveria muito a dizer. Mas o que é certo é que é publicitada como se se estivesse a preparar idosos para uma autêntica guerra de guerrilha, neste “submundo do crime” que é Estarreja.
Quem lê os títulos das notícias (como a do Diário de Notícias, do dia 12 de Outubro: “Idosos estão mais aptos a lidar com insegurança”), a esta hora, deve estar já a preparar anedotas sobre os heróicos séniores de Estarreja que espancam assaltantes até à agonia.
Quem se dispõe, no entanto, a ir mais além e se esforçar por perceber como é que um curso de 6 horas transforma idosos em autênticas máquinas de dar porrada, apercebe-se, afinal, que o curso tem uma componente psicológica muito forte…
O curso ensina os séniores a manterem-se serenos em caso de ataque, explicando “como é que se deve respirar” para manter o “cérebro irrigado”, tendo em vista “pensar com mais clareza e tomar a atitude acertada”. Depois de tudo isto, o idoso está apto a “ponderar para proteger a integridade física”.
Então, e quando é que entra o capítulo que ensina a dar mesmo porrada? Desiludam-se os entusiastas da ideia dos novos “velhinhos Rambo” de Estarreja. Ficamos a saber que primeiro se explica aos alunos que “é importante não enfrentar os agressores” e que uma das “regras a ter em conta é equacionar a possibilidade de colaborar”.
Ficamos, então, em quê? É um curso de defesa pessoal ou um curso de relações públicas?
Estranha-se muito, até porque na fotografia da reportagem do DN há uma senhora que tenta, com um letal guarda-chuva, atacar um suposto assaltante que se apresenta de salsicha em riste!
Não nos parece boa ideia convencer os pobres idosos - cujo corpo cansado da vida pedirá mais sofá do que artes marciais – que, com seis horas de treino, estarão aptos a amassar de pancada o primeiro meliante que lhes pergunte a hora, a partir das dez da noite!
Porque preocupa quando se lê que “ao fim de seis horas, divididas ao longo de vários dias, os formandos sentem-se já aptos para dar o corpo ao manifesto, caso seja necessário medir forças com algum atrevido”. E segue-se o exemplo da Dª Gracinda, de 89 anos, que com este curso terá ficado apta a correr atrás de um qualquer rapazote que lhe furte a carteira e ainda ter forças para lhe partir os dentes, à conta das técnicas de combate aprendidas!
E isto é o “desenvolvimento” em Estarreja!
Para esconder que nada de relevante se faz, inventam-se umas “notícias”, que não têm qualquer relevância prática.
Mas este tipo de notícias tem um problema desde logo. É a imagem que se transmite de Estarreja para o exterior. Não é só o ridículo da situação de termos uma câmara preocupada com a criação de uma tropa de idosos preparada para se defender de assaltos. É a de darmos a entender que Estarreja se transformou numa “meca do crime”. Para isso, basta associarmos este curso à tentativa de criação de milícias populares na Póvoa de Baixo, ainda há poucas semanas, amplamente divulgada nos noticiários da TVI, onde um dos participantes se queixava de alguém que tinha ido representar a Câmara à reunião, a quem apelidou de “palhaço”, enquanto o presidente tinha “ficado a dormir”.
A isto, podemos juntar, também, o scketch dos “Gato Fedorento”, que falaram em Estarreja em pleno horário nobre da SIC, para servir de exemplo de uma terra que “cheira mal”.
Enfim, é assim que Estarreja vai aparecendo na televisão e nos jornais.
Entretanto, por via da dúvida, se se cruzar com um idoso nas ruas de Estarreja, fuja para o passeio do outro lado! Graças à Câmara Municipal, nunca se sabe quando é que a sua avó, já um pouco esquecida, mas cheia de técnica, não o toma por um assaltante, devido a essa barba em desalinho, e não lhe rebenta, por inteiro, com a cana do nariz…
Marisa Macedo
Estarreja, 12 de Outubro de 2008
Presidente da Comissão Política do Partido Socialista de Estarreja
(Sublinho que todas as palavras e expressões entre aspas são reproduções dos seus autores, devidamente identificados nas peças jornalísticas referidas)
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