sexta-feira, 7 de março de 2014

Enquanto em Águeda se protesta e luta, Hospital de Estarreja caminha para o encerramento perante a passividade da autarquia.

Cirurgia de ambulatório já só funciona um dia por semana!

O Hospital de Estarreja, desde o início de Fevereiro, já só tem cirurgia de ambulatório durante um dia. Funciona agora em Águeda 4 dias por semana e apenas 1 em Estarreja.
Recorde-se que a cirurgia de ambulatório de Estarreja foi considerada a melhor do país e funcionava todos os dias.

O encerramento gradual deste serviço tem sido acompanhado de outros, com o objectivo de acabar de vez com o hospital.
O PS tem vindo a alertar e lutar contra isto ao longo dos últimos anos.


Os passos para o encerramento definitivo do HVS estão a ser dados, sem que da Câmara se vislumbre uma qualquer reação.

A Câmara de Águeda- cujo hospital pertence também ao centro hospitalar do Baixo Vouga - e a população de Águeda, protestaram a semana passada em Lisboa e manifestaram-se em plena Assembleia da República pela defesa do seu hospital, prometendo não baixar os braços nessa luta.


A Câmara de Estarreja, que parece anestesiada desde que tomou posse, tem um presidente que foi muito lesto na campanha eleitoral em anunciar um plano estratégico para o hospital (a quem ninguém passou cartão! Afinal o que é feito dele?) e em mentir ao eleitorado, três dias antes das eleições, lançando o boato da demissão do conselho de administração do hospital, apenas para obter benefícios eleitorais.
Pois não só a direcção permanece no ativo, como continua a fazer o que quer com o HVS, a ridicularizar o Presidente da Câmara e a atentar contra os interesses de Estarreja, sem que da Câmara se manifeste. Uma vergonha!

Dos partidos da coligação no poder, também não há palavras. Para quê?!
Estarreja definha em matéria de saúde - e noutras, como revela o ranking publicado pelo "Jornal de Negócios" que demonstra que Estarreja regrediu e é hoje o antepenúltimo município do distrito para se viver - perante a passividade do poder camarário e dos partidos coligados, PSD e CDS, que o sustentam. Porque é o poder que lhes basta e não os interesses de Estarreja.

O tempo vai passando e o hospital lá vai deixando, a cada dia que passa, de ser hospital.
Podia ser diferente? Podia. A diferença estava no projecto autárquico do Partido Socialista. Apresentámos propostas e dissemos como pretendíamos executá-las. Mas os Estarrejenses escolheram votar na Coligação PSD/CDS, ou em branco, ou nulo, para além de cerca de metade da população, nem se ter dado ao trabalho de sair de casa para votar. Cada terra é o espelho de quem a governa e quem governa é quem a população, por acção ou omissão, escolhe.