terça-feira, 5 de maio de 2009

COMUNICADO
O NOVO HOSPITAL:
UMA GRANDE VITÓRIA PARA ESTARREJA









O início da história do que há-de ser o novo hospital de Estarreja

1º Na sequência da decisão governamental de construir um “paralelepípedo” por cima do actual edifício, foi celebrado o protocolo que previa a transferência de 2 milhões de euros para a Administração do Hospital Visconde de Salreu, em 22 de Julho de 2008, para aí ser instalado uma Unidade de Cuidados Continuados, no âmbito da requalificação do Serviço Nacional de Saúde.

2º Ao contrário do que afirma agora o Sr. Presidente da Câmara, não havia qualquer estudo comparativo entre três possíveis alternativas, porque a decisão estava tomada, com o seu conhecimento e com a sua total concordância.

3º Inconformados com tal decisão, em finais de Agosto, início de Setembro do ano passado, o Dr. Rui Crisóstomo e a Enf. Lucinda Godinho, presidente e vogal do Conselho de Administração do Hospital Visconde de Salreu, solicitaram uma reunião com a Presidente da Comissão Política Concelhia do PS, a deputada Marisa Macedo e com Fernando Mendonça - que viria a ser escolhido como candidato às eleições autárquicas de 2009 - porque queriam mostrar a obra que o Governo tinha decidido construir e que consideravam um erro.

4º Traziam com eles o estudo que a Administração do Hospital tinha encomendado e pago. A Câmara nada fez. Nem o estudo!

5º O PS Estarreja, em 9 de Setembro de 2008, avançou com a ideia da construção do novo hospital, baseado no estudo da Administração do Hospital. (ver http://www.ps-estarreja.blogspot.com/ e Anexo 1)

6º As reacções não se fizeram esperar. O Presidente da Câmara atacou-nos como de costume e disse que já tinha tido a ideia; o CDS, parceiro da Coligação, que não conhecia ideia nenhuma, apelidou-a de “irrealista” (ver anexo 2); ambos os partidos desdenharam da proposta quando a apresentámos na Assembleia Municipal e o presidente do CDS foi mais longe, afirmando que daria um voto de louvor e uma medalha de mérito municipal à presidente da Comissão Política Concelhia do PS, caso a mesma conseguisse fazer o Governo mudar de posição (ver anexo 2).

7º Nesta luta, contámos com o apoio do Deputado Afonso Candal (Deputado e Presidente da Federação de Aveiro do PS) que, apesar de saber que o Governo não tinha qualquer intenção de construir um novo hospital, depois de ouvir os argumentos, considerou que era melhor voltar a analisar a questão.

8º O Sr. Secretário de Estado, Dr Francisco Ramos, aceitou vir ao local, depois da argumentação explanada, o que aconteceu em 22 de Dezembro de 2008.

9º Nesse dia, estivemos no Salão Nobre do HVS a discutir o assunto. O Presidente da Câmara considerava que o que estava previsto estava muito bem e que os 2 milhões deviam vir o mais rápido possível, não querendo saber de mais nada.

10º Mas nesse dia, foi o dia em que toda a história mudou. Isto porque, já no pátio do Centro de Saúde, o Secretário de Estado encarregou o Presidente da ARS do Centro, Dr. João Pedro Pimentel, de fazer um estudo comparativo até 31 de Janeiro, entre 3 opções: o “paralelepípedo” por cima do Hospital; o aproveitamento do Lar da Santa Casa e do antigo Centro Saúde, por trás do HVS e o novo hospital proposto pelo PS. Antes desse dia, nunca as 3 hipóteses foram estudadas em termos comparativos, ao contrário do que a Câmara agora afirma.

11º O estudo atrasou-se e na edição de 6 de Janeiro deste ano do Jornal de Estarreja (ver anexo 3), eis que surge o Presidente da Câmara a defender a construção do Hospital Ria Norte, a ser localizado em Ovar.

12º O PS, como é óbvio, mostrou-se totalmente contra tal hipótese. Foi uma total irresponsabilidade do actual Presidente da Câmara, bem demonstrativa do que fez enquanto outros tratavam do assunto de Estarreja (ver anexo 4)

13º Dias mais tarde, conhece-se o resultado do estudo: entre as 3 hipóteses, verifica-se que a construção do novo hospital era a melhor. Só que a política do Governo não contemplava novas construções de hospitais de dimensão idêntica ao do nosso e a Câmara de Estarreja até nem tinha reivindicado a sua construção, querendo apenas que se aplicassem os 2 milhões de euros… Porém, continuámos a insistir fortemente para que o Governo decidisse pela construção do novo, agora com o enorme argumento do resultado do estudo.

14º Quando o Presidente da Câmara de Estarreja tomou conhecimento do estudo, apressou-se a noticiar que comprou uma pequena parcela de terreno (com apenas cerca de 580 m2!) para o novo hospital, para tentar que as pessoas pensem que ele sempre lutou por esse objectivo (ver anexo 5)

15º O terreno agora adquirido pela autarquia, para fazer de conta que lutou pelo novo hospital, nem sequer faz falta para a sua construção. A construção está prevista para os terrenos localizados por trás do novo Quartel dos Bombeiros, adquiridos na década de 80 pela autarquia liderada pela Dª Lurdes Breu, aquando da construção da Urbanização da Teixugueira.

16º Antes do PS avançar com a ideia, a base já existia no projecto da Administração do Hospital. Nós acreditámos, complementámo-la, tornámo-la pública e trabalhámos para a tornar possível. As boas ideias, como todos sabemos, exigem engenho e arte para se tornarem realidade, senão nunca passam de ideias. O PSD, o CDS, o Presidente da Câmara e os seus acólitos nunca fizeram nada, porque nunca acreditaram que seria possível. É uma questão de mentalidade.
Esta Câmara pura e simplesmente não luta, não só por falta de ideias, mas também porque consideram que as coisas boas são só para os outros. Falta-lhes rasgo e capacidade de liderar. Sobra-lhes medo de arriscar.

17º Aliás, mesmo que o Presidente da Câmara, no seu íntimo, preferisse um novo hospital, o que é facto, é que nunca tomou qualquer iniciativa para o concretizar, porque o que queria era os 2 milhões de euros fossem eles para aplicar de qualquer forma.

18º O PS Estarreja vai-se empenhar até ao dia da inauguração, porque consideramos que Estarreja ganhou ao ter tornado possível um novo Hospital. Mas Estarreja pode ter muito mais, desde que quem governe a autarquia nunca perca a capacidade de sonhar, de querer e de lutar.

Ver os anexos,
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