sexta-feira, 30 de Maio de 2008

NOTA DE IMPRENSA
Inauguração do IKEA: poderia estar a acontecer em Estarreja

Hoje, 30 de Maio de 2008, vai ser inaugurada a primeira fábrica IKEA, em Paços de Ferreira.
São 750 postos de trabalho directos, além dos indirectos, num total previsto de cerca de 1300.
Já foi divulgada a intenção da empresa instalar mais duas unidades fabris naquele concelho.
Poderia estar a acontecer em Estarreja, porque era aqui que inicialmente a empresa se queria instalar.
O Presidente da Câmara de Estarreja conseguiu fazer com que desistissem de vir para cá. Em vez lutar de com “unhas e dentes” para atrair o investimento, apresentando propostas e negociando-as, deslocou-se à Polónia com o Sr. Ministro da Economia, onde a sua grande medida foi apresentar um mapa para demonstrar onde ficava Estarreja, como se alguém ainda tivesse alguma dúvida!
O concelho ganhador, também do PSD, apresentou um pacote de propostas concretas capaz de atrair o investimento, como deve ser feito nestas ocasiões, e negociou-as.
Quando o PS Estarreja alertava sistematicamente para a forma pouco empenhada como a Câmara de Estarreja estava a conduzir o processo, o Sr. Presidente respondia que “o segredo era a alma do negócio”.
O resultado está aí à vista. Basta ver hoje os telejornais sobre o IKEA em Paços de Ferreira e passarmos amanhã pelo Parque Eco-Empresarial de Estarreja.
Estarreja perdeu uma extraordinária oportunidade de desenvolvimento, com reflexos únicos no tecido empresarial e económico do concelho.
O futuro de uma terra depende de se perder, ou ganhar, oportunidades destas.
O Dr. José Eduardo de Matos conseguiu perder.

Estarreja, 30 de Maio de 2008
A Presidente da Comissão Política do PS Estarreja
Marisa Macedo

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quarta-feira, 21 de Maio de 2008

OPINIÃO

PARA NÃO FICARMOS, MAIS UMA VEZ, A VER PASSAR OS COMBOIOS…

Nem o Dr. Durão Barroso, nem o Dr. Pedro Santana Lopes, nem o Eng. Sócrates perguntaram qual a opinião das pessoas que exercem cargos políticos em Estarreja sobre o projecto do TGV. Se me tivessem perguntado, eu, olhando apenas para os traçados em discussão, de imediato, responderia: obviamente, sou contra.

Acontece que não perguntaram, nem tinham de perguntar, pelo que a resposta de Estarreja não se pode ficar por um simples “Estamos contra”. Isso é fácil de dizer. Mas se nos ficarmos por aí, temo que o comboio nos passe por cima na mesma, sem que Estarreja tire disso qualquer vantagem.

De nada nos adianta estar contra a construção do TGV no país. Mas podemos ter influência na definição dos traçados e nas medidas compensatórias, se soubermos ser lideres.

É bom que aprendamos com o que a nossa história recente nos ensina. O que é que Estarreja beneficiou com o facto do Presidente da Câmara ser contra o traçado do IC1? O IC1 está a ser construído exactamente pelo sítio inicialmente previsto; a sua suspensão durante o governo Durão Barroso/Paulo Portas/Santana Lopes custou 250 milhões de euros ao país e Estarreja não retirou disso qualquer benefício, para além do Presidente José Eduardo Matos nem sequer ter conseguido garantir os nós de acesso necessários ao concelho. Um desastre político completo, portanto. Todos perdemos.

E quem não se recorda da famosa Incineradora? Tínhamos o Prof. Cavaco Silva e o Governo PSD a querer instalar a primeira unidade em Portugal; todo o país a recusá-la no meio de algum histerismo e o Dr. Vladimiro a aceitar a sua construção em Estarreja, mas com condições. Resultado: a incineradora não foi construída; Estarreja ficou com o Cine-Teatro, com a Biblioteca, com a Escola Básica Padre Donaciano, com um novo quartel da GNR, etc; o lixo que pretensamente seria tratado na incineradora contínua por aí, algum dele a poluir o ambiente, estando finalmente a aparecer a solução jurídica final da longa marcha dos processos judiciais. Resultado: 14 anos depois, só Estarreja beneficiou com a questão da Incineradora.

Bem sei que a história não se repete. Até porque há políticos que fazem a diferença quando confrontados com a circunstância concreta que têm de decidir, por terem sido eleitos para governar. Sei também que não se pode esperar grande coisa de alguém que se arrasta em lamentos, há anos, por causa de “obras faraónicas” como a Rua das Patas… Quem considera um imbróglio a marcante Rua das Patas, como há-de resolver o TGV?! Claro que, para essas pessoas, mais vale dizer que estão contra e que ninguém lhes pergunte mais nada, não vá alguém notar que as ideias nem precisaram do TGV para, há muito, terem desaparecido da governação local a alta velocidade.

Ser contra não evita, nem minimiza, os impactos que a futura e inevitável passagem do TGV terá em Estarreja.

O PS local defende – e eu também - que, nesta fase, em que ainda muita coisa está por decidir quanto à localização do traçado, o Governo deve ser confrontado com uma posição forte, que reflicta o que Estarreja pretende e quais as soluções que não só minimizem os danos, mas que também compensem verdadeiramente os prejuízos.

E já que vamos ter a passagem do TGV, porque não lutar para ter a futura estação de Aveiro em território de Estarreja, ou o mais perto possível de Estarreja? É que esta questão não está ainda definida e há muita movimentação política de alguns presidentes de Câmara - que não o nosso claro -, para atrair esta estrutura para o concelho respectivo.

E querer a estação não significa que o PS prefira o traçado “mais gravoso” a “poente da AutoEstrada”, como o PSD insiste em fazer crer. É que tudo isto ainda pode ser discutido, com ideias e uma liderança afirmada. O que não pode ser já discutido é a existência e a construção do TGV em si. Essa discussão já passou há muito e nessa altura o Presidente da Câmara de Estarreja não se lembrou, não quis saber ou não teve a visão política que se impunha para tratar do assunto. Por isso é que o ser contra está completamente desfasado do tempo.

Já agora vale a pena pensar porque é que tantos autarcas – que não o nosso claro, que participa em inaugurações de apeadeiros, mas não conseguiu impedir que os intercidades deixassem de parar em Estarreja, para não falar dos Alfas…– têm reclamado estações ferroviárias ao longo do tempo para os seus concelhos. Por exemplo, aquando da construção da Linha do Norte, Águeda e Aveiro disputavam a estação principal. Ganhou Aveiro. Hoje, Águeda é uma cidade interessante, mas Aveiro é que é a capital do distrito.

A estação do TGV, ao absorver a ligação ao eixo de alta velocidade entre Salamanca e Aveiro (fazendo desta estação uma das entradas de Espanha no nosso país) pode ser uma extraordinária oportunidade de desenvolvimento para Estarreja.

Se o TGV for mesmo construído, a viagem Porto-Lisboa vai demorar cerca de 1 hora e quinze. Estarreja ficará a uma hora de Lisboa. Quem mora hoje nos arredores da capital demora mais do que isso para chegar aos seus empregos diariamente. Há quem diga que os bilhetes vão ser caros. Não sei. Mas não me parece que haja um qualquer Governo, de um qualquer partido, que queira ver o comboio a passar vazio. Sejamos, portanto, razoáveis.

Se vamos ter inúmeros prejuízos, temos de lutar para que cada Estarrejense afectado fique melhor do que o que estava e para que Estarreja retire todos os benefícios possíveis de mais esta invasão nacional ao nosso território. Sejamos, por isso, racionais.

Era melhor para todos que não ficássemos apenas a ver passar os comboios.

Uma nota final para dizer que, apesar desta matéria não ser da competência da Assembleia da República, não é por isso que me tenho poupado nos esforços.

Estarreja, 13 de Maio de 2008
Marisa Macedo

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sexta-feira, 16 de Maio de 2008

MARISA MACEDO INTERVEIO NO DEBATE ACERCA
DAS PROPOSTAS DO PSD SOBRE AS FAMÍLIAS

















Marisa Macedo, Presidente da Comissão Política do PS Estarreja e Deputada da Assembleia da República, interveio ontem no debate acerca dos 6 projectos-lei sobre a “família” apresentados pelo PSD.
Na sua intervenção, Marisa Macedo acusou o PSD de apresentar “as mesmas propostas que apresenta de há oito anos a esta parte” e de as “apresentar apenas quando está na oposição”. A deputada lembrou ainda que o PSD “não foi capaz de concretizar nenhuma destas propostas enquanto esteve no Governo”.
O debate, que durou duas horas, nunca contou, curiosamente, com a presença de mais de 25 dos 75 deputados sociais-democratas, facto que levou mesmo o PSD a pedir para não se proceder à votação no final da sessão.

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sábado, 10 de Maio de 2008

RECORTES DE IMPRENSA

Diário de Notícias
Sábado, 10-05-2008

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sexta-feira, 9 de Maio de 2008

RECORTES DE IMPRENSA

Rádio Terra Nova
8-5-2008









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quinta-feira, 8 de Maio de 2008

NOTA DE IMPRENSA
Tomada de posição sobre o TGV
na sequência da Reunião da Assembleia Municipal de 7-5-08

1º O traçado da linha do TGV Lisboa/Porto, em Estarreja, vai trazer inúmeros prejuízos para o concelho, de diversa ordem e dificilmente calculáveis.

2º A opção estratégica do Governo pela construção da linha TGV Lisboa/Porto é, hoje, um dado adquirido.

3º Por isso, nesta altura, qualquer posição contra ou a favor dessa opção estratégica do Governo já vem fora de tempo.

4º Essa é a razão pela qual o PS entende que a posição de Estarreja não deverá ser a de limitar-se a manifestar uma posição contra, como vem fazendo o Senhor Presidente da Câmara e a Coligação PSD/CDS-PP.

5º Ser simplesmente contra é fácil, mas não evita, nem minimiza, os impactos que a futura e inevitável passagem do TGV terá em Estarreja. Esta terra não pode, face aos atentados ao seus interesses e perdas a que tem assistido, continuar a ver o Senhor Presidente da Câmara assumir meras posições de retórica populista, como no caso do o IC1, do IKEA, do roubo das areias do Parque ou agora do TGV…

6º Assim, o PS defende que, nesta fase, em que ainda muita coisa está por decidir quanto à localização do traçado da via férrea, o Governo deve ser confrontado com uma posição forte que reflicta o que Estarreja pretende e quais as soluções que não só minimizem os danos, mas que também compensem verdadeiramente os prejuízos.

7º O PS defende que se deve ponderar a construção da futura estação do TGV de Aveiro – que ainda não está decidida definitivamente -, em território de Estarreja, ou o mais perto possível de Estarreja. E esta é uma posição clara que não significa que o PS prefira o traçado “mais gravoso” a “poente da AutoEstrada”, como o PSD insiste em fazer crer.
Colocamos a questão porque a localização ainda não está decidida, e a história diz-nos que a existência de estações ferroviárias sempre foi um factor de desenvolvimento dos locais onde foram sendo construídas. Aveiro e Albergaria-a-Velha parece já terem percebido isso mesmo…

8º O PS Estarreja entende que, se a “passagem” do TGV traz inúmeros prejuízos, a “paragem” do TGV (com o “encurtar” de distâncias com Lisboa e Porto e com a ligação à futura linha de ligação a Salamanca) pode constituir uma excelente oportunidade de desenvolvimento para o município.

9º O PS considera que o Senhor Presidente da Câmara - apesar de ser contra o TGV por si só - deverá dizer como pensa defender os interesses de Estarreja nesta situação, porque foi para isso que foi eleito com maioria absoluta.

10º Não estamos na hora de “chorar desgraça”. Estamos na hora de agir. É preciso indicar caminhos, com firmeza, decisão e liderança, características que o Senhor Presidente se tem encarregado de nos demonstrar que não tem e que muito nos preocupa.

11º Ao mesmo tempo, o PS manifesta o seu contentamento pelo facto do seu primeiro objectivo ter sido atingido: trazer a público esta discussão. Se não fosse isto, estamos certos, a esta hora ainda não se conheceria – como em tantos outros casos – uma palavra do Senhor Presidente da Câmara sobre o assunto.
Estarreja, 8 de Maio de 2008
A Presidente da Comissão Política do PS Estarreja
Marisa Macedo

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