sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

OPINIÃO
Já diz o ditado...

Quem segue com regularidade a política local e tenha lido o texto “Com Paciência e Ponderação”, da autoria de Valdemar Ramos, não deve ter ficado admirado!
Numa espécie de batalha recalcada contra os “maus” e do alto da sua sabedoria popular este “simples cidadão Estarrejense, nascido e criado na rudeza dos campos”, e que mais tarde diz ter sido polido, tece um conjunto de considerações sobre o PS em Estarreja, sobre os seus órgãos e sobre os seus militantes que, manifestamente, contrastam com a sua tão auto-proclamada sapiência, evocada no próprio escrito.
Enquanto militante do PS local não posso deixar passar esta oportunidade para manifestar a minha grande preocupação pela tremenda confusão que assola tão prestigiado cidadão! Já diz o ditado “quem não sente, não é filho de boa gente”. É que o PS em Estarreja é composto por um conjunto de pessoas que, no seu espaço de intervenção, não estão sujeitas à “disciplina de opinião”. Ou seja, têm liberdade para ter opinião própria, têm liberdade para escolher. Ora, são essas mesmas pessoas que escolhem, de livre vontade, fazer parte de órgãos democraticamente eleitos, que têm regras, e aos quais me orgulho pertencer! Vivemos em democracia representativa!
No entanto, nesta como noutras intervenções, o Dr. Valdemar Ramos opta por uma estratégia de ataque fazendo crer que as posições políticas do PS em Estarreja são tomadas de ânimo leve e por uma pessoa só! Pois bem, eu poderia dizer o mesmo do líder da concelhia do PSD em Estarreja, ou das posições dos deputados na Assembleia Municipal ou dos membros das Assembleias de Freguesia. No entanto, pelo menos no PS em Estarreja, ainda não tivemos nenhum episódio caricato de despromoção do líder na sua própria bancada, como aconteceu com o Dr. Valdemar Ramos que sendo líder da concelhia, e não desempenhando qualquer outra função, foi ultrapassado recentemente na Assembleia Municipal de Estarreja pelo 12.º da sua lista. Sinais de rotura politico-partidária? É da vida!
O que não é natural é vermos o Presidente da Comissão Política do PSD em Estarreja vestir-se de “simples cidadão” para, de forma descarada e não menos presunçosa, opinar sobre aquilo que não sabe e não conhece, caindo na tentação mesquinha e até patética de julgar as opiniões, os comportamentos e as atitudes de alguns militantes do PS.
Já diz o ditado “presunção e água benta, cada um toma a que quer”, contra isso, nada! Cada um tem o seu estilo e as atitudes ficam com quem as tomam.

Catarina Rodrigues
Vereadora da Câmara Municipal de Estarreja
Militante do PS
Estarreja, 6 de Janeiro de 2008

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quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

NOTA À IMPRENSA
Urgências do Hospital de Estarreja

1 – Face aos factos que têm vindo a público sobre o serviço de urgências no Hospital de Aveiro, nomeadamente esta última situação que envolveu directamente um cidadão de Estarreja, entende o Partido Socialista de Estarreja que, até estarem apuradas as conclusões do inquérito da Inspecção Geral de Saúde e até o Hospital de Aveiro dar garantias de poder assumir o pleno atendimento dos utentes provenientes de Estarreja como é exigível, as urgências do Hospital de Estarreja deverão permanecer abertas 24 horas, mesmo nas actuais condições.
2 – O Partido Socialista, na defesa intransigente da população de Estarreja, está a envidar esforços junto das estruturas do Ministério da Saúde – através dos seus deputados eleitos por Aveiro e, nomeadamente, da deputada Marisa Macedo - para que Estarreja venha a ter, no mais curto espaço de tempo possível, a ambulância prevista no protocolo, e que se avance, desde já, com a reestruturação das extensões de saúde do concelho, de forma a reforçar os cuidados de saúde primários, bem como pela concretização das medidas previstas no protocolo que ainda não estão implementadas.
3 - O Partido Socialista de Estarreja considera que o protocolo celebrado com o Sr. Ministro da Saúde, que prevê o encerramento entre as 24 e as 8 horas da manhã das actuais urgências (serviço que os estarrejenses julgavam ser um verdadeiro serviço de urgência), dado os benefícios que, por outro lado, introduzirá no Hospital Visconde de Salreu, tornará esta unidade hospitalar melhor, mais bem equipada e com maior capacidade de resposta, desde que seja escrupulosamente cumprido.

Estarreja, 24 de Janeiro de 2008
A Comissão Política do PS Estarreja

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segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

A Deputada foi convidada do jogo "Parlamento dos Jovens"
MARISA MACEDO FALOU DE POLÍTICA
NA ESCOLA SECUNDÁRIA DE SEVER DO VOUGA

A líder do PS Estarreja e Deputada da Assembléia da República, Marisa Macedo, esteve no passado dia 8 de Janeiro em Sever do Vouga, a convite da Escola Secundária local, para participar na iniciativa "Parlamento dos Jovens".
Marisa Macedo teve oportunidade para falar plateia repleta e responder às questões colocadas pelos jovens participantes neste jogo escolar que simula o Parlamento.

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quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008

OPINIÃO
O doce sabor de ter direito a cair

Ser líder da oposição em Estarreja não é tarefa fácil, mas é engraçado.
Digamos que é preciso gostar.
Certas pessoas do PSD colocam toda a sua energia a passar de mim uma imagem negativa, desde mal educada, a que não sou apoiada pelos militantes e simpatizantes do Partido Socialista nas posições que defendo, acusando-me de não preparar as matérias sobre as quais intervenho, a outros "mimos" de igual significado.
Acontece que quando me candidatei a líder do PS de Estarreja, já sabia ao que vinha. Sabia principalmente que se os dirigentes do PSD começassem a dizer bem de mim, é porque consideravam que não lhes fazia frente, porque sei que quem está hoje no poder só persegue quem entende que lhe faz sombra. Por isso é que o Dr. José Eduardo só apresentava queixas contra o Dr. Vladimiro Silva e contra o Fernando Mendonça.
Assim, quando me candidatei à liderança do PS, um dos meus objectivos é que os dirigentes do PSD local desatassem a dizer mal de mim. O Dr. José Eduardo só elogia quem sabe que não lhe faz qualquer espécie de sombra. É vê-lo nas Assembleias Municipais a dizer bem da actuação da CDU. E é ver a CDU a dizer bem do Dr. José Eduardo. Aliás, acho até que temos os comunistas mais alaranjados do país... Acontece que o objectivo que traçamos para o PS de Estarreja não é a sombra. É uma clara oposição. Estamos a conseguir.
Por isto, acho lisonjeiro a atenção com que seguem o que vamos fazendo e dizendo. Na última assembleia municipal, as primeiras intervenções dos membros do PSD abordaram a minha pessoa. Ninguém diria que o principal assunto era o orçamento para 2008.
Um deles quase "espumava" por causa de umas afirmações que fiz sobre o autocarro que a Câmara vai comprar à Santa Casa, por um preço proposto por ele mesmo enquanto funcionário da empresa avaliadora, funções que acumula com o de membro da Santa Casa e membro da Assembleia Municipal. Negócio claríssimo, portanto.
Bradava ele que tudo era perfeitamente claro, eu é que era a má da fita. E eu pedi, mais uma vez, as contas do projecto onde este negócio se insere, ou seja, as contas de "Projecto Família" que envolvem cem mil contos, o Estado, a Câmara, a Santa Casa e outros parceiros. Pedir contas e exigir clareza nos negócios públicos é colocar a honra de alguém em causa? A mim, nunca ninguém precisou de me pedir contas, porque onde quer que me envolva sou a primeira a apresentá-las.
A seguir veio outro PSD, que há tempos passou por cima do anterior líder da bancada e do actual presidente da Comissão Política daquele partido, acusar-me de falta de rigor e de não estudar os assuntos sobre os quais intervenho. Claro que pedi para me defender. O Presidente da Assembleia Municipal, Dr. Alcides Sá Esteves, não me concedeu a palavra, por entender que aquelas acusações não eram ofensivas. Compreendo que nem todos nos ofendamos com as mesmas coisas. Depende do que cada um exige a si próprio também.
Assim fiquei eu, acusada de falta de rigor e de não estudar, impedida de demonstrar em breves minutos o contrário, com três ou quatro exemplos práticos, ao menos para constar da acta.
O certo é que o que escrevo nunca é desmentido e, por isso, é que a Coligação tenta fazer o que pode para me cortar a palavra. Mas eu é que tenho mau feitio...
No meio destas questiúnculas, ainda houve tempo do presidente da Comissão Política do PSD também se dirigir à minha pessoa, já não sei bem em que termos, porque fá-lo constantemente e já o considero membro do meu “clube de fãs”. Lamentavelmente, até o PSD mostra por ele um certo desrespeito, embora eu preferisse que os meus “fãs” fossem todos respeitáveis!
Como estamos no final do ano, época de balanços, penso que isto é bem demonstrativo do estado do actual poder em Estarreja. Está moribundo. O Dr. José Eduardo está a fazer o que pode para sair daqui o mais depressa possível e não há qualquer discussão sobre política local, não só porque não se permite que a oposição tenha tempo para intervir, como não há projectos, ideias, rumos que sejam entusiasmantes e discutíveis. Estamos todos à espera de 2009.
Isto é lamentável porque, apesar de nem sempre ser claro, Estarreja tem gente do melhor que há no país. Por exemplo, a minha primeira intervenção na Assembleia da República versou uma matéria de investigação da maternidade e da paternidade, que levanta várias questões. Uma delas, é a procriação medicamente assistida. Sabem que uma das pessoas que lidera a nível nacional este assunto é precisamente o Dr. Vladimiro Jorge Silva, filho do anterior Presidente da Câmara? Sabem que foi com base nos estudos que está a desenvolver, que o Governo decidiu apoiar os tratamentos dos casais com problemas de infertilidade, já a partir do ano que vem? Claro que fiquei orgulhosa, como penso que todos deveríamos ficar quando um de nós faz algo de notável.
Outra das questões que se prendem com a minha intervenção tem a ver com a bioética. Sabem que uma das pessoas que mais tem conhecimentos sobre esta questão está a viver em Estarreja? Claro que fico orgulhosa.
São exemplos destes que nos devem motivar. São pessoas como estas, dedicadas, interventivas, com opiniões, que devemos realçar. Gente que não vive de lamúrias e de dores de cotovelo. Gente que faz e que não se deixa ir morrendo, lenta e diariamente, a remoer no que poderia ter feito, invejando tudo e todos que fazem alguma coisa. É com gente boa, arejada, com ideias, capaz e honesta, que é possível fazer do país e de Estarreja um lugar melhor.
O tal senhor que "espumava" na Assembleia Municipal, no auge da sua quase apoplexia, disse mais ou menos, que eu algum dia havia de cair e que a queda é tanto mais alta, quanto o lugar que se atinge.
Para o sossegar – a ele e a todos os outros que me dedicam muito dos seus pensamentos -, digo-lhes que de facto, o mais provável, é que algum dia eu caia. Garanto-lhes é que será sempre de pé. E se cair, o máximo que me acontece é limitar a minha vida ao concelho de Estarreja, o que não considero nenhuma desgraça, porque gosto muito disto.
Neste meu balanço de 2007, uma das reflexões que faço é que ganhei o direito a cair. Ao ter sido “convocada” para o que considero ser a selecção nacional da política, ganhei o direito a cair. Há, de facto, quem nunca caia. Esses são normalmente, aqueles senhores que se têm sempre em grande conta, que se julgam muito importantes, mas que nunca foram capazes de levantar voo para coisa nenhuma... Deus me livre de semelhante destino! Prefiro cair, estatelar-me mesmo, do que passar a vida a rastejar, sem ter feito nada de relevante e julgando-me um supra-sumo de qualquer coisa, parecida com coisa nenhuma.
Cair – desde que com estilo – será sempre bem mais interessante!

Marisa Macedo
Presidente da Comissão Política do Partido Socialista de Estarreja

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segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

Comunicado

AINDA A AQUISIÇÃO DA "ÁRVORE DE NATAL"

Quando confrontado com o teor do Comunicado do PS acerca do alegado "negócio" da Árvore de Natal, o Sr. Presidente da Câmara de Estarreja, apenas disse "desconhecer".
"Desconhecer" ou "ignorar", são, aliás, dois dos verbos favoritos do Sr. Presidente da Câmara quando o assunto não lhe agrada. Assim foi com a denúncia do roubo de areias do Parque Industrial; assim foi aquando das descargas das lamas com mau cheiro nos campos de Canelas; assim foi aquando dos peixes mortos no esteiro de Canelas; assim tem sido em quase tudo o que exige explicações e esclarecimentos.
Uma vez mais, e numa altura em que sobre o negócio da aquisição da árvore se levantam rumores preocupantes e sobre o qual recaem dúvidas, no mínimo, muito pertinentes, nem uma palavra do Sr. Presidente da Câmara, quando foi a Câmara quem financiou a aquisição da árvore em perto de 36 mil e 300 euros.
Quanto à reacção da SEMA, que afirma ponderar participar do PS ao tribunal, apenas deixamos duas sugestões:
Quando enviar a queixa contra o PS para o Ministério Público, que aproveite e envie também o contrato de aquisição da arvore, a deliberação da Câmara sobre a atribuição do subsídio e as informações internas relativas a essa deliberação.
E já agora, que desses documentos envie também cópia para a Inspecção Geral da Administração Local (ex-IGAT) e para o Tribunal de Contas.
Como parte interessada no processo, se nada tem a temer, é o que a SEMA devia fazer, para não ficar mal ao lado do silêncio comprometedor do Sr. Presidente da Câmara.



Estarreja, 7 de Janeiro de 2007
A Presidente da Comissão Política do PS Estarreja
Marisa Macedo

Comunicado

O NEGÓCIO DA ÁRVORE


1. O Partido Socialista manifestou, em devido tempo, a sua discordância pelo facto da Câmara de Estarreja ter gasto 36 mil e 300 euros numa árvore de Natal, numa época em que não paga o que deve a tempo e horas, designadamente às colectividades e fornecedores. Não se trata de ser contra a árvore de Natal. O que aqui está em causa é o facto de se gastar esta quantia exorbitante num bem que qualquer pessoa vê que não tem, nem de perto, esse valor.

2. Além das evidências, o PS tem escutado os rumores e recebeu mesmo uma comunicação de um munícipe de Beduído, no qual eram denunciados factos no mínimo duvidosos, associados à aquisição da árvore e ao subsídio pago pela Câmara à SEMA.

3. Face a isto, o PS, através da sua líder da bancada na Assembleia Municipal, na última sessão desse órgão, confrontou o Presidente da Câmara, questionando-o se era, ou não, verdade que a Câmara deu esse subsídio à SEMA (Associação Comercial e Empresarial) não só para a aquisição da árvore, mas também para que esta pagasse a dívida que tem perante um fornecedor. E questionou igualmente se esse fornecedor era, ou não, um ex-líder da JSD local.

4. Face a essas perguntas, o Sr. Presidente da Câmara enredou-se numa argumentação que é mais própria de quem está comprometido, do que de quem não tem medo de esclarecer. Acrescente-se ainda que o secretário da mesa da Assembleia Municipal, eleito pelo PSD, é um dos dirigentes máximos da SEMA, que também ouviu e nada disse.

5. Assim, ficamos todos com a sensação que os rumores que correm em Estarreja, são verdadeiros, já que o senhor presidente e o dirigente da SEMA, perante tais acusações, não as negaram.

6. Assim, julgamos pertinente que sejam dados esclarecimentos sobre se o subsídio de 36 mil e 300 euros que a Câmara deu à SEMA, associação que é representada por um membro do PSD, foi, ou não, para pagar uma dívida de milhares de contos desta associação a um ex-líder da JSD.

7. Que a árvore veio com ferrugem, é um facto. Que aquilo que por ela foi pago é um verdadeiro insulto à inteligência dos estarrejenses, é outra evidência que ninguém pode negar, nem mesmo com a justificação "esfarrapada" de que o preço inclui a montagem durante cinco anos!
Um subsídio de mais de 7 mil contos a uma Associação Empresarial, dado por uma Câmara que não cumpre outros compromissos, aliado aos rumores sobre a finalidade desse subsídio, fazem desta história, já de si muito mal esclarecida, um imenso mar de dúvidas.
Um enfeite de Natal que não vale 1/10 daquilo que por ele foi pago, é, de certeza, um belo negócio para alguém!

Estarreja, 2 de Janeiro de 2007
A Presidente da Comissão Política do PS Estarreja
Marisa Macedo

Intervenção na Assembleia da República

Deputada estarrejense foi autora do relatório que acompanha a iniciativa legislativa.


MARISA MACEDO INTERVEIO NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA SOBRE PROJECTO DE LEI DE ALTERAÇÃO DE PRAZOS
PARA A INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE/MATERNIDADE


A líder do PS Estarreja e Deputada na Assembleia da República, Marisa Macedo, interveio no plenário realizado no passado dia 19 de Dezembro, como autora do relatório de apreciação ao Projecto de Lei apresentado pelo Partido Ecologista "Os Verdes", cujo objectivo é a alteração dos prazos de propositura de acções de investigação de paternidade/maternidade, que actualmente são «muito curtos». No documento elaborado no âmbito da Comissão de Ética, Sociedade e Cultura, à qual pertence, a deputada estarrejense considerou que «a proposta de lei tem uma leitura meritória» ao «possibilitar àqueles que procuram o conhecimento e reconhecimento da sua identidade genética, sem daí retirar qualquer proveito de natureza material, poderem fazê-lo a qualquer altura da sua vida». O que, «não sendo o ideal», é, na opinião da deputada, «pelo menos muito melhor do que o regime hoje em vigor». No entanto, a deputada entende que «o projecto de lei deveria ir mais longe», já que «hoje é possível determinar com um grau de certeza muito grande a progenitura de cada pessoa», por isso «esse tipo de acções judiciais deveriam poder ser propostas a qualquer altura da vida, tanto para efeitos pessoais, como patrimoniais». Para Marisa Macedo, a não ser assim, «corremos o risco de termos filhos dos mesmos pais que herdam, uns apenas o nome, e outros o nome e o património», o que «pode violar o princípio da igualdade, previsto na Constituição» A proposta de Lei, juntamente com o relatório elaborado, seguiu agora para apreciação na especialidade, para posteriormente ser votada pelos deputados.Em anexo, segue, na íntegra, o texto da intervenção.




Declaração de Voto

Catarina Rodrigues e Manuel de Pinho Ferreira, vereadores da Câmara Municipal de Estarreja eleitos pelo PS, votam contra as Grandes Opções do Plano e Orçamento (GOP) para 2008 por entenderem o seguinte:
A proposta de orçamento para 2008, à semelhança dos anos anteriores (2005, 2006 e 2007) é coerente com o imobilismo para onde o Dr. José Eduardo de Matos e a coligação PSD/PP conduziram Estarreja, após a inauguração das obras que herdaram do executivo PS. Em nosso entender, este é um orçamento vazio de ideias, onde fica demonstrada a falta de garra, de estratégia e capacidade deste executivo para fazer crescer Estarreja, ao nível de uma verdadeira uma cidade portuguesa do Século XXI.
Para além disso, a única obra que se destaca, apesar de já não ser nenhuma novidade, é uma piscina, praticamente igual à que Beduído já tem e onde se vai gastar uma parte significativa de recursos, sem que ainda esteja garantido qualquer financiamento estatal. A par da piscina, só outro grande investimento: a contratação de pessoal em regime de tarefa ou avença! Esta é uma despesa que cresce 86% em relação a 2007, ao arrepio da política de contenção preconizada para o país. Como não há obras, nem qualquer sinal de crescimento da cidade, o Dr. José Eduardo Matos e a coligação vão contratar mais pessoas, numa tentativa desesperada de garantir votos para 2009!
Como esta gestão ruinosa tem de ser paga, os juros da dívida pública crescem 32% em relação a 2007.
Em nosso entender, nas Grandes Opções do Plano para 2008 a falta de ambição e, sobretudo, a incapacidade de perspectivar e preparar o futuro são uma trágica evidência! Não há projectos estruturantes para o município, não há intervenções capazes de conferir a Estarreja um carácter citadino e moderno, o centro da cidade definha na ausência de atractivos e, consequentemente, o comércio ressente-se. Aliás, o único sinal deste executivo para o comércio local vai ser a quantia de 35 mil euros para gastar numa estrutura de ferro a fazer de árvore de Natal, previstos num orçamento que ainda não foi votado!
A meio do segundo mandato, como já o temos vindo a referir publicamente, não existem projectos credíveis de dinamização urbana, não há actividade cultural para além daquilo que vai havendo no Cine-Teatro. Estarreja não fixa os jovens nem gera postos de trabalho! As colectividades desesperam sem os subsídios pagos a tempo e horas. Assistem-se a sucessivos atrasos e alterações de modelo de gestão do Parque Industrial que não há forma de se afirmar nem local, nem regionalmente. Não se vislumbram quaisquer investimentos empresariais decisivos. Faltam apostas arrojadas, que marquem a diferença no plano cultural e desportivo.
Lamentavelmente, com este Plano e Orçamento teremos exactamente o mesmo dos últimos anos. Tudo será adiado à espera que um milagre aconteça!