domingo, 6 de abril de 2008

OPINIÃO

Fico sempre bastante impressionada com os escritos do José Matos. É espantosa a forma como lhe corre a pena e a facilidade com que deduz e produz um conjunto de afirmações e as assume como únicas e verdadeiras.
Sendo leitora assídua do Jornal de Estarreja, e militante do Partido Socialista (PS), interrogo-me muitas vezes se os leitores acreditam em tudo o que ele diz! Na maioria das ocasiões aparenta saber mais da vida interna do PS Estarreja e da vida das pessoas que o constituem do que elas próprias!
Esta minha convicção acentua-se após a leitura cuidada que fiz do seu último artigo de opinião e que intitulou de “Tentar passar pela chuva sem se molhar”.
De forma recorrente, e já com pouquíssima imaginação, volta a atacar o Jornal Voz Regionalista, através de um conjunto de pressupostos que dizem respeito à sua administração e que não me cabem a mim “desmontar”.
No entanto, e porque no artigo em questão também faz um conjunto de afirmações na tentativa de descredibilizar tanto a Dra. Marisa Macedo, enquanto líder do PS local, como o Eng.º Manuel Pinho Ferreira, enquanto Presidente da Rádio Voz da Ria, pessoas que me merecem o maior respeito e admiração, dei comigo a ponderar a escrita do presente artigo.
Em primeiro lugar porque o José Matos é militante do PSD em Estarreja e porque desde que o seu partido ganhou a Câmara Municipal de Estarreja, na rádio local o PS não era tido nem achado para tornar públicas as suas posições. Em segundo lugar porque o José Matos faz passar a mensagem de que o PS, na pessoa da sua líder, até atenta contra o Jornal de Estarreja.
Em terceiro lugar porque o José Matos faz crer que a Rádio Voz da Ria é dirigida por um conjunto de socialistas, de carácter duvidoso que montaram uma campanha contra um colaborador da rádio que até recebeu um voto de louvor numa assembleia de cooperantes. Nada mais estranho! E porque nem tudo o que parece é… pergunto:

Com as anteriores Direcções da Rádio, por que será que José Matos não se manifestava contra o líder da concelhia do PS nem contra a Rádio local? Por que seria? Existiria alguma campanha ou condicionamento jornalístico para não se ouvir o PS? Estaria o PS sem posições políticas?
Saberá o José Matos que quem recentemente atacou, sem dó nem piedade, o Jornal de Estarreja foi o líder do CDS/PP com o qual o PSD se encontra coligado? Saberá o José Matos que foi a líder do PS local que teve que defender o Jornal de Estarreja?
Por último, e porque não podem restar dúvidas quanto à idoneidade de um conjunto de pessoas que oferecem gratuitamente o seu tempo em prol dos outros e da sua própria comunidade, será de perguntar ao José Matos: Quantos órgãos sociais teve a Rádio Voz da Ria desde a sua fundação até hoje? Quantas pessoas deram o seu melhor pela Rádio? Quantas dessas pessoas receberam até hoje um voto de louvor?
Julgo que a intenção está a vista de todos!
O Senhor José Matos, das duas uma, ou escreve convictamente mas com a cegueira partidária a afectar-lhe a lucidez, ou está a fazer o frete ao poder camarário e ao Dr. José Eduardo Matos.
Em qualquer dos casos revela ser faccioso, pouco sério. E, quando assim é, que credibilidade é que se pode ter?

Catarina Rodrigues
Militante do PS de Estarreja
Estarreja, 31 Março 2008