segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Declaração de Voto

Catarina Rodrigues e Manuel de Pinho Ferreira, vereadores da Câmara Municipal de Estarreja eleitos pelo PS, votam contra as Grandes Opções do Plano e Orçamento (GOP) para 2008 por entenderem o seguinte:
A proposta de orçamento para 2008, à semelhança dos anos anteriores (2005, 2006 e 2007) é coerente com o imobilismo para onde o Dr. José Eduardo de Matos e a coligação PSD/PP conduziram Estarreja, após a inauguração das obras que herdaram do executivo PS. Em nosso entender, este é um orçamento vazio de ideias, onde fica demonstrada a falta de garra, de estratégia e capacidade deste executivo para fazer crescer Estarreja, ao nível de uma verdadeira uma cidade portuguesa do Século XXI.
Para além disso, a única obra que se destaca, apesar de já não ser nenhuma novidade, é uma piscina, praticamente igual à que Beduído já tem e onde se vai gastar uma parte significativa de recursos, sem que ainda esteja garantido qualquer financiamento estatal. A par da piscina, só outro grande investimento: a contratação de pessoal em regime de tarefa ou avença! Esta é uma despesa que cresce 86% em relação a 2007, ao arrepio da política de contenção preconizada para o país. Como não há obras, nem qualquer sinal de crescimento da cidade, o Dr. José Eduardo Matos e a coligação vão contratar mais pessoas, numa tentativa desesperada de garantir votos para 2009!
Como esta gestão ruinosa tem de ser paga, os juros da dívida pública crescem 32% em relação a 2007.
Em nosso entender, nas Grandes Opções do Plano para 2008 a falta de ambição e, sobretudo, a incapacidade de perspectivar e preparar o futuro são uma trágica evidência! Não há projectos estruturantes para o município, não há intervenções capazes de conferir a Estarreja um carácter citadino e moderno, o centro da cidade definha na ausência de atractivos e, consequentemente, o comércio ressente-se. Aliás, o único sinal deste executivo para o comércio local vai ser a quantia de 35 mil euros para gastar numa estrutura de ferro a fazer de árvore de Natal, previstos num orçamento que ainda não foi votado!
A meio do segundo mandato, como já o temos vindo a referir publicamente, não existem projectos credíveis de dinamização urbana, não há actividade cultural para além daquilo que vai havendo no Cine-Teatro. Estarreja não fixa os jovens nem gera postos de trabalho! As colectividades desesperam sem os subsídios pagos a tempo e horas. Assistem-se a sucessivos atrasos e alterações de modelo de gestão do Parque Industrial que não há forma de se afirmar nem local, nem regionalmente. Não se vislumbram quaisquer investimentos empresariais decisivos. Faltam apostas arrojadas, que marquem a diferença no plano cultural e desportivo.
Lamentavelmente, com este Plano e Orçamento teremos exactamente o mesmo dos últimos anos. Tudo será adiado à espera que um milagre aconteça!