"POST de Facebook" da Página pessoal de Marisa Macedo, sobre o HVS - Hospital Visconde de Salreu

Meia volta, o PCP de Estarreja ressuscita para atirar “culpas” ao PS e PSD pelo estado a que chegou o Hospital Visconde de Salreu. Ontem foi um desses dias. Misturar o PS nisto não é sério, mas como lhes dá jeito, lá insistem eles nessa mentira.
Enquanto fui deputada na Assembleia da República, conseguimos que o Governo presidido por José Sócrates decidisse construir um novo hospital em Estarreja, o que deu muito trabalho e exigiu muito empenho. O projeto funcional foi concluído para que tal pudesse ser uma realidade, aproveitando parte das instalações do Centro de Saúde na Teixugueira e o terreno por trás do quartel dos bombeiros. Daí ter vindo, na altura, o Secretário de Estado da Saúde Óscar Gaspar do governo Sócrates anunciar o novo projeto. Nessa altura, tínhamos Angela Merkel a incentivar o investimento público na Europa para contrariar a crise que se avizinhava. O momento para agir era esse. O PCP, que me lembre, esteve “caladinho como um rato”, porque não lhes convinha nada que fosse alguém do PS de Estarreja a conseguir, com empenho, um novo hospital para Estarreja.
Com os projetos feitos para construir o hospital naquele local, eis que o presidente da Câmara da altura José Eduardo de Matos, - que sempre defendeu o denominado “Hospital Ria Norte” a ser instalado em Ovar -, decidiu mudar a localização para o antigo matadouro. Com esta decisão, que implicava começar tudo de novo, com novos projetos, conseguiu atrasar o que estava adiantado e apanhar a crise profunda em que o país e o mundo entrou em 2009/2010. A partir daí, “foi-se” o novo hospital. O PCP preferiu assistir a isto calado (aliás, exatamente como fez a deputada Regina Bastos durante todo o processo). Agora, julgando que estamos todos com inícios de alzheimer, vem “por todos no mesmo saco”.
Se a localização do hospital não tivesse sido alterada, a construção tinha sido iniciada. E se tivesse sido iniciada, já não podia parar apesar da crise, o que aliás aconteceu com as escolas secundárias em todo o país, que depois de iniciadas, tiveram de ser terminadas. O nosso hospital também tinha sido.
A partir daí, o definhamento do hospital é nítido.
O que mais me custa é ver a falta de jeito para fazer política. Porque estas coisas, na minha opinião, só se resolvem através da política.
Assistir à transferência da nossa cirurgia de ambulatória para Águeda no tempo da Coligação PSD/CDS de Passos Coelho, sem qualquer luta por parte da Câmara da mesma coligação, foi absolutamente triste.
Assistir ao desmantelar do bloco operatório sem políticos que percebessem o que se estava a passar e o impedissem, foi também triste.
Os cuidados paliativos são muito importantes, mas, de facto, para Estarreja ficou o tratamento de final de vida dos cidadãos do Baixo Vouga, o que é muitíssimo pouco e ainda é mais triste.
Mas a questão é esta: os problemas de uma qualquer aldeia, vila ou cidade resolvem-se melhor ou pior, consoante os políticos que se elegem nas eleições. Cada terra é a imagem dessa escolha. O hospital podia ser um hospital. Por mim, fiz o que pude, quando tive poder para o fazer.
O PSD finge que está tudo bem, sabendo perfeitamente que o hospital é o espelho da decadência a que vamos assistindo com o passar dos anos.
O PCP, por sua vez, ficou com essa bandeira para agitar. Mas nunca nos esqueceremos que, na altura certa, guardou a bandeirinha e não ficou ao lado de quem podia ter resolvido o assunto.
Da minha parte, guardo documentos e cronologia rigorosa dos acontecimentos, que posso mostrar sempre que for necessária a quem pretenda deturpar a história. Deixo aqui imagens do estudo feito na altura.
Quem sabe se algum dia ainda não se concretiza...

Vereador Adolfo Vidal passou a exercer as suas funções a meio tempo

Desde o dia 1 de Julho, o vereador Adolfo Vidal passou a exercer as suas funções a meio tempo, mantendo a designação de vice-presidente, o pelouro das Finanças e o pelouro do Desporto. Segundo Adolfo Vidal, esta situação não tem nada a ver com o processo que corre em tribunal, em que Ministério Público lhe imputa a prática de 9 crimes de corrupção no exercício das suas funções na autarquia de Estarreja. Na última Assembleia Municipal, Adolfo Vidal disse que “até mantém o pelouro das Finanças” para justificar que a redução das suas funções nada tem a ver com o processo judicial em curso. Acontece, porém, que basta ler a acusação para perceber que Adolfo Vidal está a acusado de combinar com António Reis, representante da Paviazeméis e de outras 3 empresas, qual das empresas é que executaria as obras em Estarreja e negociar os termos de cada contrato, de forma a contornar as regras impostas à contratação pública. No final, ou ele ou o Presidente assinavam os contratos. Ora, esta situação tem justamente a ver com os pelouros que Adolfo Vidal abandonou agora: precisamente o das obras públicas!

Recolha do Lixo em Estarreja

As queixas sobre a recolha de lixo no concelho são constantes.
Apesar das inúmeras reclamações, a Câmara adjudicou novamente à mesma empresa a recolha do lixo. Desta vez, por 6 meses e pelo valor de ‪185.380‬,00 euros.
O prometido concurso público internacional, esse, já vem do anterior mandato.


Eleições Federativas agendadas para 17 de Julho

A eleição dos delegados ao Congresso da Federação de Aveiro do Partido Socialista e do Presidente da Federação realizam-se no dia 17 de julho entre as 18h e as 23h nas diversas secções do distrito.

O processo eleitoral, que havia sido suspenso em março devido à crise pandémica, é retomado mantendo-se válidos todos os procedimento até ali realizados.

O Congresso da Federação foi também marcado para dia 12 de setembro.

De referir que a Comissão Permanente definiu regras de prevenção sanitária a adoptar na realização dos actos eleitorais que podem ser consultadas aqui